Trump e presidente interina da Venezuela se reunirão em Nova York na terça
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez REUTERS/Kevin Lamarque / Wendys Olivo/Palácio Miraflores/Divulgação via REUTERS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá com a presidente interina da Venezuela , Delcy Rodríguez, em Nova York na terça-feira (22), segundo o embaixador americano na ONU, Mike Waltz. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O anúncio foi feito por Waltz durante uma teleconferência com jornalistas nesta sexta-feira (18).
Ele, porém, não deu detalhes sobre o que Trump e Delcy irão discutir.
Este será o primeiro encontro presencial entre os dois líderes desde que Washington depôs o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro.
Procurado para confirmar a informação, o Ministério das Comunicações da Venezuela, responsável por todas as solicitações da imprensa em nome do governo, não respondeu a um pedido de comentário da agência de notícias Reuters.
Um dia antes da declaração, o jornal "Financial Times" noticiou que a Venezuela negocia a transferência de US$ 4 bilhões - o equivalente a cerca de R$ 21,8 bilhões -, do Banco da Inglaterra para o Federal Reserve Bank de Nova York.
De acordo com o jornal britânico, a proposta em discussão prevê que o governo interino liderado por Delcy Rodríguez obtenha o controle legal sobre o ouro, mas sem autorização para vender imediatamente os ativos.
As reservas poderiam ser usadas como garantia para a obtenção de empréstimos destinados a financiar gastos públicos e a reconstrução do país após os terremotos que atingiram a Venezuela em junho.
Agora no g1 Desde então, a oposição reivindica o controle das barras de ouro armazenadas nos cofres do Banco da Inglaterra.
A disputa chegou a ser analisada pela Suprema Corte do Reino Unido, segundo o Financial Times.
O jornal ressalta, porém, que as negociações ainda não foram finalizadas e que detalhes técnicos permanecem em discussão, o que pode prolongar o processo.
De acordo com o Financial Times, a possível transferência das reservas é mais um passo na reaproximação internacional com a Venezuela.
Após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na prisão do então presidente Nicolás Maduro, em janeiro, Washington afrouxou parte das sanções econômicas impostas ao país.
O Financial Times também destaca que, em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) retomou relações oficiais com a Venezuela após sete anos, permitindo ao governo em Caracas acessar recursos mantidos junto à instituição.
Ouro sob supervisão No mês passado, governo e oposição anunciaram que trabalhavam para desbloquear o acesso às 31 toneladas de ouro armazenadas no Banco da Inglaterra.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.