Ex-diretora de hospital é condenada por desviar R$ 335 mil da saúde para apostar em jogos online em MT
Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, em Mirassol d'Oeste (MT) Google Maps A ex-diretora administrativa financeira da Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, Fabiana Pereira de Souza Lopes, foi condenada, na sexta-feira (28), por improbidade administrativa após desviar R$ 335,6 mil de recursos públicos para contas pessoais e usar o dinheiro em apostas online, em Mirassol d'Oeste, a 297 km de Cuiabá.
A sentença foi assinada pelo juiz Patrick Coelho Campos Gappo, da 1ª Vara de Mirassol d'Oeste, após uma ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 O g1 entrou em contato com o hospital, mas não obteve retorno até esta publicação.
A reportagem também tenta localizar o contato da defesa de Fabiana, representada pelo advogado Marcel de Sá Pereira.
A Justiça determinou que ela devolva integralmente os R$ 335.651,72 desviados, pague uma multa civil no mesmo valor, tenha os direitos políticos suspensos por sete anos e fique proibida de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo mesmo período.
Somados, o ressarcimento e a multa chegam a R$ 671,3 mil, sem considerar correção monetária e juros previstos na sentença.
O MPMT havia pedido ainda a condenação ao pagamento de pelo menos R$ 170 mil por danos morais coletivos, mas o juiz rejeitou esse pedido.
Por isso, a ação foi julgada parcialmente procedente.
Desvios durante dez meses Segundo a sentença, Fabiana ocupava o cargo de diretora administrativa financeira do hospital e realizou transferências indevidas das contas da instituição para contas bancárias de titularidade dela.
A ex-diretora também teria adulterado extratos bancários para esconder as operações.
Durante o processo, Fabiana não negou as transferências.
De acordo com a decisão, ela alegou que havia falhas na fiscalização da Fundação, afirmou ter dependência em jogos de apostas online, manifestou interesse em ressarcir os valores e pediu que a ação fosse julgada improcedente ou que as sanções fossem aplicadas de forma proporcional.
A sentença aponta ainda que a ex-diretora confessou, desde o interrogatório policial, que fez as transferências para as próprias contas e usou os valores em apostas online.
Extratos bancários e comprovantes de transferências também foram apresentados no processo.
Conforme a decisão, os desvios ocorreram de forma reiterada durante aproximadamente dez meses.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.