Ministro da Fazenda alerta para ‘calote geral’ com proposta de Flávio Bolsonaro
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (20), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi direto ao rebater a proposta apresentada por Flávio Bolsonaro no debate presidencial da Band dois dias antes e alertando para um “calote”.
Para Durigan, a ideia de comprar dívidas bancárias e suspender temporariamente os pagamentos de consumidores e empresas é impossível de implementar e causaria danos concretos a quem depende de financiamentos.
“Nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito”, afirmou o ministro no vídeo.
A declaração resume o argumento central de Durigan: a proposta não aliviaria o endividamento, mas comprometeria as bases do crédito no país.
Os riscos de um ‘calote geral’ Durigan detalhou os efeitos em cadeia que, segundo ele, decorreriam da suspensão generalizada de pagamentos por até um ano.
O argumento central é que o sistema financeiro depende do fluxo contínuo de recebimentos para liberar novos recursos, e uma interrupção nessa escala secaria a oferta de crédito para toda a economia.
“Se o sistema financeiro fica sem receber trilhões de reais por até um ano, não haverá recurso para esses novos créditos e, no limite, nem para devolução do dinheiro que você tem em investimento e depositado em contas bancárias”, disse o ministro.
Na prática, isso significaria o travamento de financiamentos imobiliários, compras de eletrodomésticos, capital de giro para empresas e crédito rural.
Durigan também desmontou a ideia de que a carência representaria alívio real para os devedores.
Segundo ele, a suspensão dos pagamentos não equivale ao perdão das dívidas: os juros continuariam correndo sobre os valores devidos durante todo o período.
“Você continua endividado nessa proposta e os juros continuam aumentando a sua dívida”, afirmou.
A proposta de Flávio Bolsonaro No debate presidencial da Band, realizado no domingo (18), Flávio Bolsonaro prometeu, caso eleito, conceder carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas no pagamento de dívidas em atraso.
O candidato do PL também defendeu a compra dessas dívidas pelo governo, com descontos negociados diretamente com as instituições financeiras, combinada à oferta de crédito barato e de longo prazo.
“No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida dos bancos.
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