China desafia o gelo, a Rússia e os EUA com uma nova rota para a Europa
A China está testando uma alternativa que pode mudar a geografia do comércio entre a Ásia e a Europa.
A nova ligação marítima atravessa o Ártico, passa pela costa norte da Rússia e chega ao Reino Unido.
A promessa é reduzir de cerca de 40 para 20 dias o tempo de transporte entre os dois mercados.
O movimento ganha importância em um momento em que as principais rotas tradicionais estão mais vulneráveis.
Os conflitos no Oriente Médio elevaram os riscos no estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela relevante do petróleo e do gás comercializados no mundo, e no Bab el-Mandeb, porta de entrada do mar Vermelho e acesso ao Canal de Suez.
A nova rota chinesa, porém, está longe de substituir Suez.
Ela é sazonal, depende das condições do gelo e passa por uma área sob controle russo.
Continua após a publicidade Mais do que uma revolução imediata no comércio mundial, o projeto representa uma aposta de Pequim em uma rota alternativa e, ao mesmo tempo, amplia a presença chinesa em uma das regiões mais estratégicas do planeta.
Uma viagem que pode cair de 40 para 20 dias A rota anunciada pela empresa chinesa Sea Legend começa em Ningbo, no litoral leste da China, segue para o norte, entra no Oceano Ártico pela costa russa e depois desce em direção ao norte da Europa, com destino final em Felixstowe, na Inglaterra.
Continua após a publicidade O trajeto foi testado pela companhia em outubro de 2025.
Segundo informações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua, a viagem levou cerca de 20 dias.
A comparação ajuda a explicar o interesse.
Um navio que utiliza o Canal de Suez pode levar aproximadamente 40 dias no percurso entre China e Europa.
Pelo sul da África, contornando o cabo da Boa Esperança, a viagem pode chegar a 50 dias.
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