Canoagem brasileira tem sua própria 'Brazilian Storm' para ajudar Isaquias
O Brasil já vive um efeito "Brazilian Storm" na canoagem velocidade, com uma nova geração que domina as categorias de base e começa a chegar ao adulto, disse Lauro de Souza Jr., o Pinda, técnico da seleção brasileira.
O assunto ganha peso às vésperas do Mundial em Poznan, na Polônia, de 26 a 30 de agosto. Para Pinda, o desafio agora é transformar o sucesso dos jovens em resultado no principal nível da modalidade.
Eu posso falar que esse Brazilian Storm da canoagem já aconteceu nas categorias de base. A gente vem ganhando tudo que podia ser ganho nas categorias de base e agora o grande desafio é fazer essa transição desses atletas da base para o adulto. A gente já começou isso, o Gabriel Nascimento é um exemplo, ele já é uma realidade hoje na categoria principal. Lauro de Souza Jr, ao UOL
Na leitura do treinador, o caminho foi aberto por Isaquias Queiroz e Erlon Souza, que "passaram confiança" para os mais novos acreditarem que ganhar medalhas deixou de ser sonho distante. Agora, a comissão tenta fazer a troca de bastão sem acelerar etapas.
O Isaquias, o Erlon, eles abriram as portas. Eles foram os pioneiros com relação às primeiras medalhas a nível mundial e passaram uma confiança, aquela questão de mostrarem aos jovens atletas que é possível. Lauro de Souza Jr.
Pinda citou atletas que já dão sinais de que a transição pode ser mais rápida do que o planejado. Segundo ele, a geração foi trabalhada pensando nos Jogos Olímpicos de Brisbane, em 2032, mas alguns podem entrar na briga em Los Angeles-2028, dependendo do que entregarem no ciclo.
Essa geração foi trabalhada pensando em Brisbane, mas com a qualidade que a gente está vendo nesses atletas, não seria surpresa nenhuma se algum deles já se colocasse na disputa para Los Angeles. Eu tenho o pé bem no chão com relação a isso, não quero avançar etapas com nenhum deles, mas também não vou segurar ninguém. Lauro de Souza Jr.
O Mundial, além do peso esportivo, é importante no ranking que vale vaga olímpica. O técnico explicou que o formato mudou: em vez de uma única chance no ano anterior aos Jogos, agora são oito competições que somam pontos, com o torneio valendo multiplicador maior.
Agora mudou o formato, nós estamos com oito competições que somam pontos em todas elas, e os melhores qualificados, os que pontuarem mais nessas oito competições, eles garantem a qualificação olímpica. E o Mundial é o principal campeonato porque ele multiplica por 1,5. Lauro de Souza Jr.
Na avaliação do treinador, a equipe chega bem posicionada no ranking e quer manter o ritmo das etapas de Copa do Mundo. Ele também projetou um Mundial de margens apertadas no C2, com cenário em que o Brasil pode brigar por ouro, mas também terminar mais atrás, dependendo do "dia".
No C2, na dupla, está um nível absurdo em nível mundial. Eu costumo dizer que a gente pode ser campeão, mas também podemos ser quinto lugar no Mundial. No dia quem vai ser campeão, quem vai ser quinto, vai depender do ímpeto do dia. Lauro de Souza Jr.
Para Pinda, o crescimento da base também mudou o olhar internacional sobre o Brasil.
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