Terra indígena no PA tem 50 dias seguidos de queimadas; MPF cobra órgãos com urgência
Indígenas denunciam incêndios em floresta e tiros contra animais em área no Pará A Terra Indígena (TI) Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu, no Pará, enfrenta uma onda de queimadas provocada por invasores, segundo os indígenas.
O território, habitado pelo povo Parakanã, está sob chamas há 50 dias consecutivos e os indígenas estão em campo tentando combater as chamas.
Diante do cenário, o Ministério Público Federal (MPF) cobrou explicações urgentes do Ibama e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMPA) sobre a falta de efetivo no combate aos incêndios florestais.
Vídeos gravados pelos indígenas mostram animais mortos pelo fogo, gravado no dia 5 de setembro, e um cavalo alvo de tiros por invasores, na segunda-feira (21) - (assista ao vídeo acima).
O órgão ambiental disse, em nota, que o caso é monitorado e o combate às chamas segue em curso - (veja o posicionamento completo ao final da reportagem).
O CBMPA não se manifestou.
Um monitoramento do Instituto Socioambiental (ISA), com a plataforma da rede Xingu +, revela uma escalada no número de focos de incêndios florestais.
Focos de incêndio e mortes de animais são registrados por indígenas Parakanã, na Terra Indígena Apyterewa, no Pará.
Reprodução / Instituto Socioambiental De acordo com o analista de geoprocessamento Ricardo Abad, entre os dias 1º e 21 de setembro, não houve um único dia sem registro de fogo na reserva.
Somente neste período de 21 dias, foram detectados 687 focos de calor.
Se considerado o histórico recente, a TI Apyterewa queima sem trégua desde o dia 4 de agosto.
O ápice do desastre ambiental ocorreu no último dia 19 de setembro, quando o território registrou o recorde histórico de 104 focos de calor em apenas 24 horas.
Outros dias também registraram altíssima liberação de energia radiativa (FRP), indicador que mede a intensidade do fogo, com destaque para o dia 14 de setembro e 20 de setembro.
A região afetada pelo fogo vinha sendo monitorada após a retirada de invasores, como grileiros e criadores de gado que ocupavam o território ilegalmente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.