PRA ONDE FOI O DINHEIRO? Diretor de ‘Dark Horse’ quebra o silêncio sobre orçamento MILIONÁRIO e suspeitas de roubo
A polêmica envolvendo o financiamento de ‘ Dark Horse ’ , cinebiografia de Jair Bolsonaro estrelada por Jim Caviezel , acaba de ganhar um novo capítulo. O diretor norte-americano Cyrus Nowrasteh se pronunciou sobre os valores milionários que vêm sendo associados ao projeto e afirmou que o custo real da produção foi muito menor do que as cifras divulgadas nos últimos meses.
Em uma publicação nas redes sociais, Nowrasteh reagiu às comparações entre o suposto orçamento de US$ 24 milhões — aproximadamente R$ 134 milhões na cotação utilizada durante as negociações — e filmes premiados e muito maiores internacionalmente. Segundo o cineasta, colocar todo esse dinheiro na conta da produção de ‘ Dark Horse ’ seria incorreto.
“Os números sendo divulgados para o custo do filme estão ridiculamente inflados. Eles incluem custos projetados de marketing para ‘ Dark Horse '”, afirmou o diretor.
A declaração chama ainda mais atenção porque documentos e reportagens anteriores revelaram uma negociação envolvendo até US$ 24 milhões para financiar o projeto. Segundo o Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro negociou diretamente com o então controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro , a obtenção de recursos para ‘ Dark Horse ’. Documentos indicaram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões na cotação utilizada pela reportagem, teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.
Outro detalhe torna a história ainda mais curiosa. Durante as próprias filmagens, havia relatos de dificuldades para manter os compromissos financeiros da produção. Em mensagens analisadas pela Polícia Federal, Flávio Bolsonaro demonstrava preocupação com pagamentos relacionados ao ator Jim Caviezel , ao diretor Cyrus Nowrasteh e à equipe. Em determinado momento, afirmou que a produção estava “no limite” e precisava dos aportes para evitar problemas com os profissionais envolvidos.
Ou seja, embora cifras milionárias estivessem sendo negociadas para viabilizar ‘ Dark Horse ’, os documentos revelados até agora também apontam momentos de pressão financeira durante a realização do próprio filme. Nowrasteh, por sua vez, reforça que o custo efetivo da produção não corresponde ao gigantesco orçamento que passou a ser associado publicamente ao longa.
A controvérsia ficou ainda maior nos últimos dias. A Polícia Federal investiga a suspeita de que R$ 750 mil repassados à Go Up Entertainment , produtora responsável por ‘ Dark Horse ’, possam estar relacionados a recursos públicos provenientes de emendas parlamentares do deputado Mário Frias , que também aparece como produtor executivo do longa. A própria PF ressalva que os elementos disponíveis ainda não permitem afirmar que os R$ 750 mil tenham origem direta nesses recursos, mas aponta coincidências de valores e datas que justificam a investigação.
Portanto, apesar das referências a “roubo” e “dinheiro desviado” que passaram a circular nas redes sociais, não é possível afirmar neste momento que recursos tenham sido roubados para financiar ‘ Dark Horse ’ . O que existe são investigações sobre possíveis crimes, incluindo suspeitas relacionadas a desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
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