Eleição 2026 registra recorde de candidatos com ensino superior
Entre os partidos, PRTB e PT são os que têm a maior taxa com faculdade; prazo para envio de registros terminou neste sábado (15.ago)
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou a maior porcentagem de candidaturas com ensino superior completo para as Eleições de 2026 desde o início da série histórica, em 1994 –o recorde anterior. Agora, 58,5% dos candidatos dizem ter concluído a faculdade, ante 56,3% no 2º pleito presidencial pós-redemocratização.
Em 2022, nas últimas eleições gerais, 54,6% das candidaturas no TSE diziam ter ensino superior (uma diferença de 6,6 pontos percentuais ante 2026). O número de candidatos com superior incompleto também cresceu, chegou a 10,6% das candidaturas, em 2022 eram 9,3%.
O 1º turno da eleição será em 4 de outubro e o 2º, se necessário, em 25 de outubro.
Os dados citados nesta reportagem são preliminares. O prazo para registro de candidaturas terminou neste sábado (15.ago), mas alguns cadastros sempre ficam travados e acabam sendo compilados nas bases da Justiça Eleitoral dias depois.
Quem enviou a candidatura ainda precisa ter seu nome aprovado. O TSE e os TREs verificam se cada um que enviou o registro cumpre as condições de elegibilidade e se não está enquadrado em alguma causa de inelegibilidade.
Os cadastros podem ser contestados e dar origem a recursos. Pelo calendário eleitoral, todos os registros devem estar julgados até 14 de setembro, 20 dias antes do 1º turno. Mas a discussão judicial pode se estender além disso.
Entre os partidos, o PRTB tem o maior percentual de candidatos que declaram ter um diploma de ensino superior, com 75,00%. Em seguida, vêm o PT (com 73,52%) e o PC do B com 71,23%. DC, Democrata e Mobiliza são os partidos com menos candidatos que declararam ter ensino superior, com 38,59%, 36,72% e 34,33% respectivamente.
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