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Política

Estudo mostra que laser na catarata não supera técnica convencional

Poder360 ·
Estudo mostra que laser na catarata não supera técnica convencional

Metanálise com 8.871 olhos e estudo FEMCAT no The Lancet chegam à conclusão que não há diferença clínica relevante entre as duas

A catarata, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), afeta mais de 94 milhões de pessoas e é uma das principais causas de deficiência visual e cegueira no mundo. Nesse cenário, entender as técnicas disponíveis, seus verdadeiros benefícios e limitações é essencial tanto para os pacientes quanto para quem formula as políticas de saúde.

Ela se da quando o cristalino –a lente natural do olho humano– começa a perder sua transparência com o tempo. Isso ocorre porque as proteínas se acumulam, o que deixa a lente opaca e faz a visão ficar turva, como se a pessoa olhasse o mundo por um vidro fosco. É um processo natural durante o envelhecimento.

Não existe, até o momento, um tratamento clínico capaz de reverter a catarata. A única opção eficaz é a cirurgia, que consiste na remoção do cristalino opacificado e sua substituição por uma lente artificial, chamada lente intraocular (LIO), para restaurar a visão.

Hoje, esse é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no mundo, com milhões de operações feitas todos os anos.

No Brasil, embora o SUS (Sistema Único de Saúde) realize mais de 600.000 cirurgias desse tipo por ano, ainda existe uma grande demanda não atendida.

A técnica mais usada é a facoemulsificação convencional. Nesse procedimento, o cirurgião faz pequenas incisões na córnea e utiliza uma ponteira de ultrassom para fragmentar o cristalino opacificado pela catarata, permitindo sua remoção por aspiração. Essa técnica é segura, amplamente consolidada e apresenta bons resultados.

Nos últimos anos, o mercado e a indústria oftalmológica têm investido em novas tecnologias para a cirurgia de catarata. Entre elas, destaca-se a FLACS (Femtosecond Laser-Assisted Cataract Surgery, ou cirurgia de catarata assistida por laser de femtossegundo). Trata-se de um laser que emite pulsos de luz extremamente curtos, na ordem de femtossegundos (10⁻¹⁵ segundos). Nesse procedimento, em vez de o cirurgião realizar manualmente os cortes e a abertura da cápsula do cristalino, essas etapas são executadas por um laser de alta precisão, guiado por imagens em tempo real do olho do paciente.

Mas o que a ciência realmente mostra sobre a FLACS? Na prática, os benefícios parecem ser modestos em comparação com o método convencional. Uma metanálise publicada na revista Scientific Reports, em 2025, reuniu 46 estudos clínicos envolvendo 8.871 olhos operados. Os resultados indicaram uma discreta melhora da acuidade visual na primeira semana após a cirurgia, em comparação com a facoemulsificação convencional. No entanto, essa diferença desaparece após cerca de um mês de acompanhamento.

Além disso, as taxas de complicações, os resultados visuais de longo prazo e a qualidade de vida relatada pelos pacientes foram semelhantes nos 2 grupos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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