Bolsas da Europa recuam com tensões geopolíticas e pressão inflacionária
As bolsas europeias operam em queda, com perdas de cerca de 1% em Frankfurt e Milão, nesta terça-feira (1º).
A aceleração da alta do petróleo pesa no humor amplo, turvando o custo de países endividados e perspectiva inflacionária, o que ficou evidente no índice de inflação da zona do euro ainda mais distante da meta do Banco Central Europeu.
Por volta das 7h22 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 cedia 0,78%, para 646,07 pontos.
No mesmo horário, a Bolsa de Londres recuava 0,8%, na volta do feriado bancário.
Em Frankfurt, o recuo era de 0,9%.
A Bolsa de Paris perdia 0,23% e a de Milão tinha baixa de 1%.
Madri recuava 1% e Lisboa subia 0,49%.
Leia Mais Mercados da Ásia fecham em queda com petróleo e títulos públicos no radar Inflação anual na zona do euro consolida apostas de alta dos juros Tim Cook deixa comando da Apple após 15 anos; relembre a trajetória do CEO Os contratos futuros do petróleo WTI avançava 2,33%, com tensões no Oriente Médio e níveis baixos das reservas americanas da commodity .
Os preços da energia aceleraram a alta a 14,3% em agosto na zona do euro, ante 10,3% em julho, de acordo com a Eurostat.
O aumento foi o grande vilão da inflação ao consumidor, que subiu ainda mais no mês passado para um nível cada vez mais distante da meta do Banco Central Europeu .
Ações do setor de energia seguiam em alta, como a EDP e Galp, que avançavam 1,3% e 0,98%, respectivamente, em Lisboa.
A Repsol, que subia 1,65%, era destaque em Madri, e a TotalEnergies avançava 1,4% em Paris.
Na Suíça, as ações do UBS cediam 2,4% mesmo após parlamentares suíços defenderem regulação mais branda para o banco.
Parlamentares suíços decidiram na segunda-feira (31) que o UBS deve apoiar suas subsidiárias estrangeiras com 50% em capital Common Equity Tier 1, a forma de capital bancário de mais alta qualidade, em um revés para o governo, que buscava 100% de apoio CET1, segundo a Reuters .
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