Destaque do Inter nos Gre-Nais de 1992 enfrentou HIV e preconceito; conheça a história de Gerson
Silas comenta diagnóstico de HIV de Gerson nos tempos de Inter Enquanto Grêmio e Inter se preparam para decidir uma vaga na Copa do Brasil nesta quinta-feira, na Arena, a memória dos clássicos de 1992 resgata uma das histórias mais marcantes da rivalidade.
Há 34 anos, o centroavante colorado Gerson foi o herói da classificação sobre o maior rival e liderou o clube ao seu único título do torneio, justamente no momento mais delicado de sua vida: ele enfrentava, sob os holofotes, o diagnóstico de HIV e o preconceito da época. + O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Inter Para avançar às semifinais, o Inter precisa vencer o Grêmio na Arena.
Caso haja um novo empate, a vaga será decidida nos pênaltis, repetindo o cenário de três décadas atrás.
Nas quartas de final de 1992, após dois empates por 1 a 1 nos Gre-Nais, a decisão foi para as penalidades no Beira-Rio.
Gerson marcou os gols do Inter em ambos os clássicos, converteu a primeira cobrança na disputa de pênaltis – vencida pelo Inter por 3 a 0 – e pavimentou o caminho rumo à taça. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Marquinhos relembra a notícia do diagnóstico de Gerson em 1992 Diagnóstico exposto Gerson vivia o melhor momento da carreira quando foi diagnosticado com HIV.
No início dos anos 1990, o vírus se espalhava rapidamente pelo mundo e o tema era cercado de desinformação.
O assunto havia ganhado repercussão global meses antes, quando o astro da NBA Magic Johnson anunciou publicamente ser portador do vírus.
Veja também: + Gre-Nal da Copa do Brasil: cinco pontos para o Inter ajustar + Alan Patrick pode virar maior artilheiro do Gre-Nal em 60 anos Em 7 de abril de 1992, o então diretor de futebol do Inter, Romeu Masiero, concedeu entrevista coletiva no Beira-Rio e afirmou que exames indicavam que Gerson estava com HIV.
A declaração teve enorme repercussão nos bastidores do clube e provocou uma guerra de versões.
Romeu Masiero, então diretor de futebol do Inter, revelou que Gerson tinha sido infectado Reprodução O vice de futebol da época, Lauri Réquia, desmentiu o subordinado.
Paulo Vianna, que comandava o departamento médico do clube, também negou o diagnóstico e disse que Gerson estava com caxumba.
O jogador, então com 26 anos, deu sua versão. – Estou com caxumba há vários dias e fui aconselhado pelo departamento médico do clube a ficar em casa de repouso para não agravar o problema – afirmou ao jornal Zero Hora.
A exposição pública do diagnóstico provocou uma forte desgaste político no Beira-Rio, foi seguida de diversas reuniões e culminou no pedido de demissão de Masiero dois dias depois.
Procurado pelo ge para comentar o episódio, o ex-dirigente preferiu não se manifestar.
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