Praia eleita a 4ª do mundo, ruas de areia e nenhum carro: o vilarejo nordestino que conquistou o mundo inteiro
A ausência de carros ajuda a manter uma rotina diferente de outros destinos litorâneos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Existe um lugar no litoral da Bahia onde a mala do turista viaja em carrinho de mão, as praias não têm nome e sim número, e o único motor que se ouve é o do barco que acabou de encostar no cais. Morro de São Paulo fica na Ilha de Tinharé , no município de Cairu , e reúne uma combinação rara: uma praia premiada entre as melhores do planeta e uma vila que nunca precisou proibir carros, porque eles simplesmente nunca chegaram.
Porque não existe estrada ligando Tinharé ao continente. O acesso é feito por mar ou por avião de pequeno porte, e nenhuma ponte ou balsa transporta automóveis até a vila. O resultado é uma malha urbana de ruas de pedra e trilhas de areia, percorridas a pé, e o transporte de bagagem feito por carregadores com carrinhos de mão.
Para distâncias maiores, entre as praias ou até povoados vizinhos, o jeito é trator adaptado, quadriciclo ou barco-táxi. Esse isolamento involuntário funciona como um filtro natural: controla o volume de visitantes, mantém o silêncio das praias mais afastadas e conserva um ritmo de vila que a maioria dos destinos litorâneos perdeu quando o asfalto chegou.
O prêmio anual do Tripadvisor , o Travelers’ Choice Best of the Best , que ordena as praias mais bem avaliadas do mundo com base nas opiniões de viajantes ao longo de doze meses. Na edição de 2022 , a Quarta Praia apareceu em quarto lugar mundial , atrás apenas de Grace Bay , nas Ilhas Turcas e Caicos , de Varadero , em Cuba , e da Baía Turquesa , na Austrália .
O detalhe que dá dimensão ao resultado é a companhia. O Brasil foi o único país com três praias no top 10 daquela lista, e a Quarta Praia ficou à frente das duas mais famosas do país, a Baía do Sancho , em Fernando de Noronha , e a Baía dos Golfinhos , na Praia da Pipa . O que a distingue não é estrutura, e sim o oposto: faixa de areia longa, coqueirais, poucos quiosques e recifes que formam piscinas transparentes quando a maré recua.
Quem desembarca passa por baixo do Portaló , portal de pedra que integra o conjunto militar erguido a partir de 1630 por ordem do governador-geral Diogo Luís de Oliveira . A Fortaleza de Tapirandu não era enfeite: protegia o canal de Tinharé, rota de escoamento da produção da região e porta de entrada para a Baía de Todos os Santos , cobiçada por holandeses e corsários.
Hoje o conjunto, que conserva centenas de metros de cortina de muralhas, é patrimônio federal e virou mirante para o pôr do sol. Conforme o Ministério do Turismo , a recuperação e a musealização da fortaleza são citadas como exemplo de resgate do turismo cultural no Baixo Sul baiano. No alto do morro, o Farol completa o cenário histórico e serve de ponto de partida para a tirolesa que termina na areia.
A contagem segue a distância do centro da vila, e cada trecho tem um perfil bem diferente do vizinho. Confira abaixo o que esperar de cada uma:
Chegar exige planejamento. O catamarã sai do terminal náutico de Salvador e leva cerca de duas horas e meia, enquanto a rota por terra combina estrada até Valença e lancha rápida de poucos minutos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.