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Homem corta árvores em uma área protegida e acaba condenado a pagar €46.000 por destruir o habitat de um anfíbio protegido

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Homem corta árvores em uma área protegida e acaba condenado a pagar €46.000 por destruir o habitat de um anfíbio protegido

Relatórios ambientais indicavam que o terreno era utilizado pelo tritão-de-crista, inclusive nas proximidades de dois dos 11 lagos existentes.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um empresário britânico foi condenado após corta árvores ilegalmente em uma área protegida de Horsham , no sudeste da Inglaterra , causando graves danos ao habitat do tritão-de-crista, anfíbio protegido.

A decisão resultou em uma multa de 40 mil libras, além de custos judiciais, levando a penalidade total para cerca de 43 mil libras, ou mais de 46 mil euros.

Paul Welch , de 40 anos, proprietário da Oakmount Parks Ltd ., recebeu a principal multa após admitir os crimes perante o Tribunal de Magistrados de Worthing . A intervenção ocorreu em uma área de aproximadamente 11 acres.

Além dos 40 mil libras da multa, Welch terá de pagar cerca de 3 mil libras em custos e encargos. O caso ganhou repercussão pelo impacto provocado sobre uma espécie protegida.

A derrubada foi descoberta em março de 2022, quando agentes encontraram uma grande área de árvores já cortadas.

Relatórios ambientais indicavam que o terreno era utilizado pelo tritão-de-crista, inclusive nas proximidades de dois dos 11 lagos existentes.

Godzilla, é você? Durante o período reprodutivo, os machos de tritão-de-crista (Triturus cristatus) desenvolvem cristas que vão da cabeça ao rabo, parecendo um moicano. Essa espécie pode ser encontrada na Europa. pic.twitter.com/vzqWOt2YC0

Welch afirmou que a tempestade Eunice havia tornado as árvores perigosas e que isso justificaria a remoção. No entanto, técnicos de arboricultura concluíram que muitas das árvores derrubadas estavam verdes, saudáveis e sem danos significativos.

A situação se agravou porque os trabalhadores receberam uma ordem para interromper o serviço, mas a limpeza continuou. Segundo os envolvidos, eles acreditavam que os documentos ambientais não indicavam a presença dos anfíbios protegidos.

O empresário não tinha as autorizações necessárias para a intervenção e admitiu que conhecia a existência dos animais protegidos, embora tenha afirmado não ter lido integralmente os relatórios ambientais solicitados para um projeto de cabanas.

A condenação mostra como intervenções aparentemente simples em áreas rurais podem gerar consequências severas quando atingem habitats protegidos. O valor da penalidade também chama atenção pela dimensão da sanção aplicada.

O caso reforça uma lição importante: antes de iniciar obras, cortes de árvores ou projetos imobiliários, estudos ambientais e licenças adequadas podem ser indispensáveis.

Ignorar essas exigências pode transformar uma intervenção no terreno em um problema criminal e financeiro de grandes proporções.

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