Ibovespa cai 2,50% e fecha aos 167,8 mil pontos com aumento da percepção de risco no Brasil
O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira, 11, em forte queda de 2,50%, aos 167 874 pontos, em um dia marcado pelo aumento da percepção de risco em relação ao Brasil.
Entre os principais fatores que pressionaram o mercado esteve o relatório do JPMorgan, que rebaixou a recomendação para o Ibovespa de “overweight” para “neutro”.
Segundo Fábio Murad, sócio e fundador da Ipê Avaliações, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou a necessidade de uma política monetária ainda restritiva diante do cenário de inflação, também contribuiu para o movimento dos ativos brasileiros.
No exterior, os investidores acompanham as perspectivas para os juros nos Estados Unidos e a volatilidade do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio.
A queda foi ainda amplificada pelo corte de recomendação do JPMorgan para ativos brasileiros.
O banco rebaixou sua avaliação para o Ibovespa de “overweight” para “neutro” e reduziu a projeção para o índice ao fim de 2026, de 190 mil para 185 mil pontos.
Para Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, um dos principais pontos destacados pelo banco foi a percepção de risco Brasil, especialmente diante da possibilidade de uma interrupção no ciclo de cortes de juros após setembro.
A avaliação é de que a Selic pode terminar 2026 em 13,75%, enquanto as eleições de outubro também adicionam incertezas ao cenário.
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