Na ONU, Trump promete extinguir 'interferência estrangeira' no Hemisfério Ocidental 'pela via militar, se preciso'
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres antes de embarcar no Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, em 9 de setembro de 2026.
Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país é "o melhor e mais poderoso do mundo" e disse que pode "aniquilar o Irã para o inferno" em discurso nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Durante sua fala, Trump disse que seu governo tem atuado para impedir que a ONU e outras "instituições globalistas" violem a soberania nacional dos EUA e que busca "acabar com décadas de violência, instabilidade e interferência estrangeira" no Hemisfério Ocidental, segundo trechos adiantados pela Casa Branca.
Ainda sobre o Hemisfério Ocidental, que Trump busca dominar e expulsar a presença dos rivais China e Rússia, o líder norte-americano afirmou que não admitirá mais ameaças desses países contra os EUA e que "se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para proteger os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos." Durante sua fala, Trump exaltou os EUA e afirmou que seu governo atingiu níveis históricos de empregabilidade e de investimento estrangeiro, e de combate à imigração ilegal e pobreza.
"Dois anos atrás, nosso país estava morto, e agora é o país mais quente do mundo", disse.
Ele já refutado anteriormente por algumas dessas afirmações.
Ele afirmou que seu governo também está atacando problemas a nível mundial, e que "o mundo inteiro está sendo levantado por um EUA energizados e mais poderosos do mundo".
Trump citou o Irã, defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o país "nunca terá uma arma nuclear".
Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente.
"Será que um acordo será feito com o Irã que faz com que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos grandes maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente.
Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump.
Além do Irã, Trump também aludiu à política norte-americana de "guerra ao terror" em outros momentos, ao citar os atentados de 11 de Setembro, em Nova York, e de 7 de Outubro, em Israel.
Trump também afirmará que seu governo agiu contra desafios históricos para os EUA, incluindo combater "a ameaça nuclear iraniana e a violência dos cartéis [de drogas]" e assegurar os interesses norte-americanos na Groenlândia. 'O Brasil não cabe no quintal de ninguém', diz Lula em discurso na ONU O discurso de Trump ocorre em meio a uma grave crise enfrentada pela ONU, em parte incentivada pelo próprio líder norte-americano.
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