Violência doméstica acontece em ciclos, dizem especialistas; entenda como funciona
Ciclo da violência: caso Giullia Falcão ajuda a entender realidade que atinge milhões de brasileiras A violência doméstica costuma acontecer em um ciclo que alterna momentos de tensão, agressão e aparente arrependimento, segundo especialistas.
A repetição dessas etapas pode dificultar o rompimento do relacionamento e fazer com que a vítima permaneça por meses ou até anos em uma relação violenta.
O chamado ciclo da violência é geralmente dividido em três fases: aumento da tensão, explosão e “lua de mel”.
O modelo foi desenvolvido pela psicóloga americana Lenore Walker, a partir de estudos com mulheres vítimas de violência doméstica.
A dinâmica também ajuda a entender por que uma mulher pode denunciar uma agressão e, depois, permanecer ou voltar para o relacionamento.
Após o episódio violento, o agressor pode demonstrar arrependimento, pedir desculpas e prometer que vai mudar.
A fase de aparente tranquilidade, porém, pode dar início a um novo ciclo.
Dentista relata anos de agressões do marido, empresário da Faria Lima, e diz ter vivido ciclo de violência Reprodução/TV Globo Entenda o ciclo 1.
Aumento da tensão Na primeira fase, a violência ainda pode não aparecer na forma de uma agressão física.
O agressor começa a controlar a mulher, fazer insultos, ameaças, humilhações e cobranças.
"A primeira dessas fases, ela é voltada para uma fase de tensionamento.
Ele começa a dar indícios de que ele quer controlar essa mulher, ele começa a insultar ela", explica Ana El Kadri, co-diretora do Mapa do Acolhimento, ONG que acolhe mulheres vítimas de violência.
O comportamento pode fazer com que a vítima passe a tentar evitar conflitos e a controlar as próprias atitudes para não provocar uma nova reação.
É uma fase em que a tensão aumenta progressivamente até chegar ao momento de explosão, a segunda fase do ciclo.
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