Verão na mira: pressa para entrar em forma é um dos principais fatores que levam a lesões
Com novembro chegando, a agenda de muitos tem a inclusão da forma física em dia para os dias de verão.
Para quem passou meses longe dos exercícios, a vontade de “correr atrás do prejuízo” pode se transformar em treinos diários, corridas sem preparo e cargas acima da capacidade atual.
O problema é tentar resolver em poucas semanas o que depende de adaptação e continuidade.
Nesse caminho, dores nos joelhos, tornozelos e costas, especialmente na região lombar, podem interromper a mudança de hábitos antes mesmo das férias.
“O corpo não acompanha a urgência do calendário.
Músculos, tendões e articulações precisam de adaptação às cargas do exercício.
Quando a pessoa atropela essas etapas, pode desenvolver dores e lesões que acabam interrompendo justamente a atividade que deveria trazer saúde”, afirma o ortopedista Thiago S.
Busato, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Regional Paraná (SBOT-PR).
Para Luiz Otavio Almeida, gerente de musculação da Cia Athletica Curitiba, transformar a motivação inicial em uma rotina possível é uma das principais tarefas na retomada.
“Quem chega querendo compensar o ano inteiro precisa entender que o primeiro passo é construir uma rotina que consiga manter.
A avaliação e o acompanhamento ajudam a ajustar os exercícios, as cargas e os intervalos à condição de cada aluno.
Treinar até a exaustão logo no começo pode dificultar a recuperação e a continuidade”, explica.
O desafio de manter uma vida ativa vai além da estação.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE, 40,3% dos adultos brasileiros eram insuficientemente ativos, considerando as atividades no lazer, no trabalho e no deslocamento para o trabalho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.