Dino manda PF investigar possível interferência estrangeira nas eleições
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para investigar suspeitas de interferência estrangeira nas eleições presidenciais brasileiras de 2026, que terminaram com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato.
A decisão, divulgada nesta terça-feira (27), busca esclarecer se plataformas digitais utilizaram mecanismos tecnológicos capazes de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno realizado no domingo (25), e prejudicar a campanha do presidente reeleito.
Entre as empresas mencionadas estão a Meta, responsável por WhatsApp, Facebook e Instagram, e a plataforma X, controlada pelo empresário Elon Musk.
O inquérito também deverá examinar suspeitas de financiamento estrangeiro e possíveis interesses econômicos relacionados às reservas brasileiras de terras raras e minerais críticos.
A abertura da investigação não significa que as suspeitas tenham sido comprovadas.
PF investigará possível influência de algoritmos na eleição Um dos principais pontos da decisão envolve o funcionamento dos algoritmos utilizados pelas plataformas digitais durante a campanha presidencial.
A investigação deverá apurar se mecanismos de distribuição de conteúdo, alcance de publicações e ferramentas de inteligência artificial foram utilizados de maneira a beneficiar um candidato em detrimento de outro.
A preocupação está relacionada à possibilidade de interferência no ambiente informacional em que os eleitores tiveram acesso a notícias, mensagens políticas e conteúdos de campanha.
O objetivo será verificar se houve alguma atuação irregular e, caso identificada, determinar sua origem e seus possíveis responsáveis.
Meta e X são mencionadas na decisão A Meta, comandada por Mark Zuckerberg, está entre as empresas citadas no documento.
Durante a campanha eleitoral, integrantes da equipe de Lula apresentaram reclamações sobre o alcance de publicações e o funcionamento de ferramentas de inteligência artificial disponibilizadas pela companhia.
Segundo as alegações da campanha petista, determinadas restrições poderiam ter prejudicado a divulgação de conteúdos favoráveis ao presidente e beneficiado seu adversário.
Essas acusações deverão ser examinadas pela Polícia Federal.
A plataforma X, pertencente a Elon Musk, também foi incluída no contexto da apuração sobre possível influência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.