MPRR denuncia delegado por abuso de autoridade e denunciação caluniosa em caso ocorrido em hotel
Delegado Alexandre Henrique de Matos Lima. (Foto: Reprodução) O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou à Justiça, nesta quinta-feira (27), o delegado da Polícia Civil Alexandre Henrique de Matos Lima pelos crimes de denunciação caluniosa e abuso de autoridade .
A denúncia é relacionada a um episódio ocorrido em junho deste ano, em um hotel de Boa Vista.
De acordo com o MPRR, o delegado teria acionado a Polícia Militar e informado que um hóspede estaria armado e teria feito ameaças contra ele.
A investigação do Ministério Público, no entanto, apontou que as informações repassadas aos policiais seriam falsas.
Após o chamado, cerca de dez policiais militares foram deslocados até o estabelecimento.
Conforme a denúncia, o hóspede autorizou a entrada da equipe no quarto e a realização de buscas, mas nenhuma arma, munição ou outro objeto ilícito foi encontrado .
Uma testemunha que estava no local também teria negado a ocorrência da suposta ameaça.
Delegado teria informado prisão do hóspede Segundo o MPRR, além de comunicar uma suposta ameaça aos policiais, o delegado teria utilizado a condição de autoridade pública para dar início, sem justa causa, à prisão do hóspede.
Conforme a denúncia, Alexandre teria informado aos policiais que havia dado voz de prisão à vítima.
Para o Ministério Público, a conduta se enquadra nos crimes de denunciação caluniosa , por supostamente provocar a atuação do aparato estatal a partir de uma acusação que sabia ser falsa, e abuso de autoridade .
A denúncia será analisada pela Justiça, que deverá decidir sobre o prosseguimento da ação penal.
MP pede afastamento e outras medidas Além da denúncia, o Ministério Público voltou a requerer o afastamento cautelar do delegado do cargo e a suspensão do exercício da função pública.
A promotora de Justiça Lara Von Held argumenta que o episódio não seria um caso isolado.
Na manifestação, o MPRR cita outros procedimentos envolvendo o delegado e afirma que, analisados em conjunto, os fatos apontariam para um possível quadro reiterado de abuso de autoridade, misoginia e utilização do cargo e do aparato policial como instrumento de intimidação.
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