Missão nega participação de dirigente do partido em filiação de Flávio
O partido Missão nega qualquer envolvimento na filiação indevida de Flávio Bolsonaro (PL) à legenda.
O advogado contratado pelo partido para cuidar do caso, Arthur Rollo, conversou com o analista de Política Pedro Venceslau e afirmou que “ninguém do Missão subiu filiação falsa” do parlamentar.
Rollo explicou que existe uma chave digital de acesso ao sistema de filiação da sigla, mas sustentou que o sistema estaria automatizado.
“Ou seja, alguém fez o cadastro e subiu com a senha automática.
Perguntei se era alguém do próprio Missão, e ele disse que não”, afirmou Venceslau durante o CNN 360º desta sexta-feira (14).
O analista observou que Rollo, no entanto, não deixou claro se, na avaliação dele, o episódio teria sido resultado de um ataque hacker ao sistema do próprio partido Missão.
Leia Mais Gilmar Mendes diz que filiação de Flávio ao Missão foi "bug" Flávio x Missão: Entenda a situação no TSE envolvendo filiações Autoridades informam ao PL que dirigente do Missão filiou Flávio Bolsonaro “Se tiver sido um ataque hacker, seria um ataque ao Missão e não à Justiça Eleitoral.
A Justiça Eleitoral apenas recebe os nomes que foram devidamente avalizados pelos partidos em seus respectivos sistemas, atualizados pelos dirigentes dos partidos”, explicou Venceslau.
Cada nível da estrutura partidária (municipal, estadual e nacional) recebe uma chave específica, citada por Rollo, para operar o sistema de cadastro de filiados.
“O Missão não admite que alguém da própria sigla tenha tomado a iniciativa de colocar Flávio Bolsonaro como filiado ao partido”, afirmou Venceslau.
O analista também ouviu o também advogado especialista em direito eleitoral, Fernando Neisser.
Segundo Neisser, a filiação partidária só pode ser realizada por um dirigente do partido, que recebe a chave digital para acessar o sistema da Justiça Eleitoral.
“Não tem como outra pessoa que não seja o dirigente do partido ou pessoas da executiva do partido fazer a filiação de alguém”, explicou Neisser ao analista.
A filiação indevida ao Missão cancelou automaticamente o vínculo de Flávio Bolsonaro com o Partido Liberal, impedindo temporariamente o registro de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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