quinta-feira, 8 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
› Astronautas da missão Crew-12 retornam à Terra após oito meses na ISS› Anthropic lança painel de controle e ferramentas de animação para Claude› Hackers ligados à China davam acesso a e-mails roubados, segundo FBI› O que tá rolando hoje: Luto na ciência e um ChatGPT que cria mapas› Processo contra McDonald's nos EUA por precificação baseada em IA levanta novas questões› USA Today processa OpenAI por violação de direitos autorais› EUA suspendem Microsoft de programa para residência de estrangeiros› American Airlines amplia implantação de WiFi da Starlink para toda frota› Trump diz que tratará como 'inimigo' quem não disser 'superinteligência' em vez de IA› Google Cloud lança agente de IA para escritórios› Astronautas da missão Crew-12 retornam à Terra após oito meses na ISS› Anthropic lança painel de controle e ferramentas de animação para Claude› Hackers ligados à China davam acesso a e-mails roubados, segundo FBI› O que tá rolando hoje: Luto na ciência e um ChatGPT que cria mapas› Processo contra McDonald's nos EUA por precificação baseada em IA levanta novas questões› USA Today processa OpenAI por violação de direitos autorais› EUA suspendem Microsoft de programa para residência de estrangeiros› American Airlines amplia implantação de WiFi da Starlink para toda frota› Trump diz que tratará como 'inimigo' quem não disser 'superinteligência' em vez de IA› Google Cloud lança agente de IA para escritórios
Economia

Brasil tem 2ª maior reserva de terras raras e mira indústria bilionária

UOL Economia ·
Brasil tem 2ª maior reserva de terras raras e mira indústria bilionária

O Brasil tem uma das maiores reservas de minerais estratégicos do mundo, mas ainda está longe de transformar essa riqueza em produção, tecnologia e indústria. O Congresso aprovou, na semana passada, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que cria incentivos para ampliar a pesquisa, a extração, o processamento e a transformação desses recursos no país.

O desafio aparece de forma clara nas terras raras. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses elementos, mas produz uma fração do volume extraído pela China, líder global do setor. Um estudo da Amcham Brasil estima que o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos pode adicionar até R$ 192,1 bilhões ao PIB brasileiro e gerar 750 mil empregos até 2050, dependendo da capacidade do país de processar os recursos e utilizá-los na indústria nacional.

Projeto que cria política para minerais críticos segue para sanção presidencial. Aprovado pelo Senado na quarta-feira (2), o PL (Projeto de Lei) 2.780/2024 cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e um conselho ligado à Presidência da República para tratar da industrialização desses recursos. O texto busca estimular etapas como pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação dos minerais e prevê até R$ 7 bilhões em incentivos governamentais.

Minerais críticos não são sinônimo de terras raras. A categoria inclui diferentes recursos considerados essenciais para setores estratégicos e cuja oferta pode enfrentar riscos, como lítio, níquel, cobre, grafita e as próprias terras raras. Esses insumos são utilizados em cadeias como baterias, veículos elétricos, geração de energia, equipamentos eletrônicos e indústria de defesa.

Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras. Segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), o país possui cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China, com 44 milhões. As reservas brasileiras colocam o país em posição estratégica em meio à disputa global pelo acesso a matérias-primas utilizadas em tecnologias de ponta.

O abismo aparece quando se compara o tamanho das reservas com a produção. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 2.000 toneladas de terras raras, enquanto a China extraiu aproximadamente 270 mil toneladas. Isso significa que o país concentra quase metade do volume das reservas chinesas, mas ainda tem participação pequena na produção mundial.

Agregar valor aos minerais pode fazer grande diferença para a economia. Estudo da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) compara dois caminhos para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e terras raras. Em um cenário no qual a produção permanece predominantemente voltada à exportação e com menor agregação de valor no país, o impacto acumulado estimado sobre o PIB até 2050 é de R$ 128,7 bilhões, com geração de 304 mil empregos.

Processamento no Brasil pode elevar o impacto para R$ 192,1 bilhões. No cenário mais favorável, a projeção considera maior entrada de investimentos, expansão do processamento dos minerais dentro do país e utilização desses insumos pela indústria brasileira.

Ler a notícia completa no UOL Economia ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

Mais de UOL Economia

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›