Vacina da dengue à prova: o que mostra o maior estudo brasileiro
Durante décadas, a estratégia brasileira contra a dengue foi essencialmente a mesma: caçar o mosquito.
Mutirões, fumacê, campanhas contra a água parada.
Fizemos tudo isso — e, ainda assim, em 2024 o país viveu a pior epidemia de dengue de sua história, com mais de 6 mil mortes.
Nos últimos 25 anos, foram quase 18 milhões de casos e cerca de 17 mil vidas perdidas.
A lição foi dura: combater apenas o Aedes aegypti n ão bastou, pelo menos entre nós aqui no Brasil.
Faltava uma arma que protegesse diretamente as pessoas.
Agora temos dados brasileiros robustos mostrando que essa arma existe — e funciona.
Um estudo conduzido em São Paulo, publicado na eClinicalMedicine , revista científica do grupo The Lancet, avaliou a efetividade da vacina Qdenga, do laboratório Takeda — durante os surtos de 2024 e 2025.
Não é um experimento de laboratório: é o mundo real, no meio de uma epidemia, com mais de 166 mil testes analisados em adolescentes de 10 a 15 anos.
É, até hoje, o maior acompanhamento de longo prazo já feito com essa vacina no planeta.
E é brasileiro.
Continua após a publicidade Aqui é preciso desfazer uma confusão que ainda ronda consultórios e conversas de família.
A vacina avaliada é a Qdenga, da farmac6eutica japonesa Takeda — não é a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.
São imunizantes diferentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.