Enviado de Putin diz que Rússia e EUA discutem acordos conjuntos, incluindo data centres
Rússia ‌e EUA estão discutindo uma série de novos projetos conjuntos, incluindo data centres movidos a energia nuclear, na esteira do acordo sobre diesel firmado na semana passada, disse nesta sexta-feira o enviado para investimentos do presidente Vladimir Putin .
Kirill Dmitriev afirmou que as sanções dos EUA representam sérios obstáculos e criticou como "equivocada" a Lei Graham, assinada pelo ‌presidente dos EUA, Donald Trump , no mês passado, que visa reduzir as receitas energéticas da Rússia por meio de sanções e tarifas.
No ‌entanto, ele disse que os dois países ‌estão considerando outras formas de cooperação econômica na esteira do acordo sobre o diesel.
"Também estamos discutindo projetos conjuntos na área de data centres russos e norte-americanos, inclusive com o uso de usinas nucleares de pequena escala", acrescentou ele, sem dar detalhes.
Neste mês, a Ucrânia atacou centros de dados do grupo de tecnologia russo Yandex e ‌do grupo bancário e tecnológico Sberbank, no que classificou como uma resposta ‌a ataques russos contra instalações ucranianas.
Dmitriev, figura-chave nas negociações entre a Rússia e os EUA para pôr fim à guerra na Ucrânia, vem há muito ‌tempo pressionando por uma série ‌de acordos potenciais ambiciosos, inclusive sobre minerais e energia.
O Kremlin tem manifestado frustração pelo fato de os EUA, até agora, terem vinculado tais acordos a um acordo de paz, que continua indefinido.
"Naturalmente, o progresso é bastante difícil; há resistência — resistência generalizada, na verdade — de vários setores. No entanto, como demonstra o exemplo do diesel, acredito que em breve anunciaremos várias outras iniciativas ‌significativas. O gelo, de fato, começou a se quebrar", disse ele na conferência Russian Energy Week, em Moscou.
"Estamos efetivamente implementando projetos com os Estados Unidos da América neste exato momento e continuaremos a fazê-lo até que a operação militar especial chegue ao fim", acrescentou ele, usando o termo do Kremlin para se referir à guerra.
Dmitriev disse que o Tesouro dos EUA havia solicitado ao fundo soberano da Rússia, que ele dirige, que ajudasse a resolver questões complexas de pagamento relacionadas ao acordo sobre o diesel.
O acordo anunciado por Trump há uma semana envolve o fornecimento de diesel russo aos mercados dos EUA e globais, a fim de reduzir o preço do combustível — uma prioridade para o presidente dos EUA antes das eleições de meio de mandato do próximo mês.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.