PM tem preventiva decretada; marido é preso no caso de soldado morto no CE
A Justiça decretou a prisão preventiva da policial militar Júlia Natália Girão Gomes, 27, e a temporária do marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, 35, por suspeita de envolvimento na morte de um soldado no Ceará .
As prisões cautelares foram decretadas com base nos indícios reunidos durante a investigação. A informação foi divulgada hoje (13) pela SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social), que não detalhou quais elementos fundamentaram os pedidos apresentados pela Polícia Civil.
Júlia já havia sido presa em flagrante por suspeita de envolvimento no homicídio. A nova decisão determina que ela permaneça detida preventivamente durante a investigação sobre a morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, 27.
Antoneudo também estava preso, mas por acusações inicialmente desvinculadas da morte. Ele havia sido autuado em flagrante por falsificação de documento público e posse irregular de munição de arma de fogo.
A prisão temporária do marido agora está diretamente ligada à investigação do homicídio. A SSPDS informou que diligências e depoimentos continuam para esclarecer a possível participação do casal no crime.
Os dois passaram por audiência de custódia hoje em Maracanaú. Em resposta ao UOL , o TJCE (Tribunal de Justiça do Ceará) informou que as prisões em flagrante não foram homologadas.
A prisão preventiva de Júlia foi decretada a pedido do Ministério Público e da Polícia Civil. Já o flagrante de Antoneudo foi relaxado, mas ele permaneceu preso devido a um mandado expedido em outro processo, que tramita sob sigilo, segundo o tribunal.
A SSPDS informou que a prisão temporária de Antoneudo foi decretada por suspeita de envolvimento no homicídio. O órgão não divulgou a duração da medida nem qual juízo autorizou as prisões cautelares.
O caso está sob responsabilidade da DHASP (Delegacia de Homicídios contra Agentes de Segurança Pública). A unidade é vinculada ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Raphael foi encontrado morto no próprio carro na madrugada de terça-feira (11), na Grande Fortaleza. O veículo estava em chamas na região do Anel Viário. Júlia foi presa no mesmo dia por suspeita de envolvimento no homicídio.
As análises dos vestígios coletados no local ainda não foram concluídas. Em resposta ao UOL , a Pefoce (Perícia Forense do Estado do Ceará) informou que realizou exames no local e coletou impressões digitais e material genético. Os laudos serão encaminhados à autoridade policial.
Antoneudo havia sido ouvido inicialmente como testemunha não compromissada sobre o homicídio. Segundo a defesa, ele aguardava para deixar o DHPP quando foi chamado para prestar novo depoimento e recebeu voz de prisão em flagrante.
Documentos falsos e munições dos calibres .40 e .38 foram encontrados no imóvel, segundo a SSPDS. A polícia autuou Antoneudo por falsificação de documento público e posse irregular de munição.
A defesa negou que Antoneudo tivesse participação na morte e afirmou que os documentos e as munições não pertencem a ele. A advogada Karla Borges também questionou a legalidade da entrada dos policiais no imóvel, que teria ocorrido sem mandado enquanto o cliente estava no DHPP.
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