"Sem fazer escândalo": mensagens mostram orientações sobre execução de jovens
“Mata elas sem elas fzr escândalo”.
A ordem foi enviada por WhatsApp às 5h41 de 23 de setembro, durante a execução de duas jovens de 20 anos em Rochedo, a 83 quilômetros de Campo Grande.
Mensagens extraídas do celular de Luiz Carlos Vieira Rodrigues, conhecido como “Bob Esponja”, mostram orientações sobre a entrada na residência, as mortes e a saída dos envolvidos.
Após o duplo homicídio, o imóvel foi incendiado.
O contato salvo como “Estado KeNNYEL” também escreveu “Elas não vai grita” e “Vcs tranca a casa e sai de boa”.
A Polícia Civil investiga quem utilizava o perfil, vinculado a um número com DDD 11, de São Paulo (SP).
Em depoimento à Polícia Civil, Lucas Batista Ferreira, de 20 anos, afirmou que a ordem para executar Ellen Vitória Moreira da Cruz e Vitória Gabriely Souza Cordeiro partiu de lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo ele, o crime foi determinado porque Ellen era suspeita de ligação com o CV (Comando Vermelho).
Preso no dia do crime, Lucas contou ao delegado Valmir Messias Moura Fé que as instruções eram repassadas em tempo real por ligações e mensagens no WhatsApp.
Ele afirmou ter tentado evitar a morte de Vitória Gabriely, por não considerar que ela tivesse ligação com a facção rival, mas disse que foi ameaçado de morte caso não colaborasse.
“Eu falei que era para tirar ela da minha casa, que ela não tinha nada a ver”, alegou.
Segundo Lucas, a ameaça partiu de integrantes da organização criminosa, que teriam dito que ele também seria executado por Luiz Carlos caso se recusasse a ajudar.
Apontado como responsável por liderar a ação na residência, “Bob Esponja”, de 22 anos, morreu posteriormente em confronto com a Polícia Militar.
“Foi deles lá de cima.
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