Flávio vota pelo fim da escala 6×1, mas não participa de debates sobre a PEC
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, aprovada nesta quarta-feira (14) pelo Senado.
Apesar do apoio, o parlamentar não registrou presença em nenhuma das cinco sessões destinadas à discussão do texto e compareceu apenas à votação.
As sessões ocorreram em formato semipresencial, que permitia a participação dos senadores à distância.
A proposta foi aprovada em primeiro turno por 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Posteriormente, o Senado também concluiu a votação em segundo turno.
A adesão de Flávio ocorreu às vésperas do segundo turno presidencial, após meses de críticas à proposta defendida pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Até a semana passada, o senador questionava os efeitos da redução da jornada sobre o emprego e os custos das empresas.
Na terça-feira (13), depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado, Flávio anunciou que votaria pela aprovação.
“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6×1, então vou votar a favor”, afirmou.
PL já discute mudanças para 2027 A decisão de apoiar a PEC não encerrou as divergências sobre o modelo de jornada de trabalho.
Flávio continua defendendo maior flexibilidade nas contratações, posição que já havia apresentado em agosto, durante um encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A alternativa defendida por seu grupo político foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial.
O texto prevê contratos com remuneração proporcional às horas trabalhadas e permite diferentes formas de distribuição da jornada.
O modelo admite que a redução da carga horária resulte em diminuição proporcional da remuneração, diferentemente da PEC aprovada pelo Senado, que estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado, sem corte salarial.
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