Vilão na Copa, Bruno Guimarães volta a encarar um pênalti e volta a errar
Luís Curro fala sobre as seleções, clubes, competições e jogadores do esporte mais popular do planeta
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É um dos melhores volantes do mundo. De ótimo para excelente. Marca bem, passa bem, finaliza bem. Sabe bater na bola, e por isso é utilizado em faltas e escanteios. Faz poucos gols porque sua função em campo o deixa muito tempo longe da área.
Gosto igualmente de ouvi-lo quando dá entrevistas. Diferentemente da maioria dos jogadores, é assertivo e direto nos questionamentos feitos por jornalistas. Articulado, fala sem medo e sem enrolação.
Voltando ao campo, ele mostra, sem dificuldade, personalidade, sendo protagonista dos times que defendeu, desde o Athletico-PR (2018 a 2020). Capitaneou o Lyon, na França, e o Newcastle, na Inglaterra, antes de ser negociado com o também inglês Arsenal .
Bruno foi titular do Brasil na Copa do Mundo deste ano, na América do Norte. E desperdiçou, com o jogo em 0 a 0, um pênalti diante da Noruega nas oitavas de final.
Quarto na ordem de Carlo Ancelotti , assumiu a responsabilidade porque os três à frente não estavam disponíveis ( Neymar e Igor Thiago na reserva e Raphinha sem condição de jogo, contundido). De pé direito (pois é destro), bateu pessimamente, à meia-altura, sem muita força, do lado esquerdo do goleiro Nyland, que foi na bola e defendeu.
A seleção perdeu por 2 a 1, foi eliminada , e a marca de vilão está estampada em Bruno "ad aeternum". Ele se lembrará, os torcedores se lembrarão. Vilão é exagero? Você pode considerar que sim, mas a verdade é que no futebol, como na vida, há heróis e há vilões. Sempre foi assim, sempre será.
Imagino que Bruno remoa aquele momento todos os dias ao colocar a cabeça no travesseiro à noite, (re)vivendo um pesadelo ainda acordado, antes de pegar no sono. Talvez um dia isso passe, talvez não.
Será que o espetacular Zico , o Galinho de Quintino, que desperdiçou pênalti diante da França nas quartas de final da Copa do México, em 1986 –Bats pegou, e depois o Brasil caiu nos pênaltis–, ainda sofre com aquela falha?
O pênalti de Zico há 40 anos, por sinal, foi cobrado no mesmo canto, de jeito análogo ao de Bruno em Nova Jersey.
Fica o aprendizado, e é necessário repetir quantas vezes for necessário, pois há quem teime em não aprender: não se chuta sem força, em altura média, pois, se o goleiro acerta o lado, pega. Infelizmente, Bruno, a quem considero um futebolista inteligente, é ininteligente nessa aula.
Ao falar sobre o pênalti perdido antes de amistoso do Brasil contra a Austrália no mês passado, afirmou que " bateria mil vezes de novo ". Tá, mas tem que bater melhor, ou deixe para outro.
Nesta terça-feira (27), passados quase quatro meses do erro no Mundial, ele retornaria à marca da cal para uma nova chance de mandar a bola pra rede.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.