Ciclista morto em Copacabana: 5 viram réus por homicídio triplamente qualificado e têm prisão mantida
Ciclista morto em Copacabana: MPRJ denuncia 5 por homicídio triplamente qualificado A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público (MPRJ) e tornou réus por homicídio os quatro presos e o foragido pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, linchado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na madrugada de 12 de agosto.
Os cinco também tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas.
A decisão foi proferida na última sexta-feira (11) e incluída no processo nesta terça-feira (15).
Denunciados: Ailton José da Silva, entregador, preso; Davi Santos Machado, segurança, preso; Felipe Eduardo dos Santos Silva, entregador, preso; Jorge Luiz Ricardo Dias, segurança, preso; Wellington Luiz Santos de Souza, foragido.
A 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal ofereceu denúncia contra eles por homicídio triplamente qualificado — por considerar que o crime foi cometido por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Davi e Jorge também foram denunciados por exercício ilegal da profissão.
Cláudio foi agredido no dia 12 de agosto depois de ser injustamente acusado de ter furtado uma bicicleta.
Ele estava com a bicicleta da irmã quando parou em frente a uma loja de brinquedos e a uma farmácia na Rua Barata Ribeiro.
Segundo a investigação, ele foi cercado por seguranças particulares que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos.
O ciclista recebeu socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Cláudio Rafael Landeiro Reprodução Demais indiciados A manifestação do MPRJ veio após a conclusão do inquérito da 12ª DP (Copacabana) sobre o linchamento.
A Polícia Civil indiciou 13 pessoas pelo episódio e solicitou que todos sejam julgados no Tribunal do Júri, pois seriam crimes conexos à morte de Cláudio Rafael.
Além de Ailton, Davi, Felipe, Jorge e Wellington, 8 pessoas também foram indiciadas.
Em relação a esse grupo, o MPRJ não se manifestou contrariamente aos crimes imputados, mas opinou pelo envio do processo ao 4º Juizado Especial Criminal (Jecrim) da Comarca da Capital “para a devida apuração em rito próprio”.
A 2ª Promotoria de Justiça entende que são crimes de menor potencial ofensivo.
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