Pacote de R$ 4,8 milhões prevê remédios e testes contra dengue
Com a proximidade do período mais favorável à proliferação do mosquito Aedes aegypti, Mato Grosso do Sul passou a contar com uma ata compartilhada para a compra de medicamentos e testes rápidos destinados ao enfrentamento de arboviroses.
Os preços registrados somam R$ 4.894.603,47, mas o montante atende conjuntamente cinco entes e não corresponde a uma despesa exclusiva do Estado.
Os extratos de sete atas foram publicados no DOE (Diário Oficial do Estado) desta sexta-feira (18).
O procedimento foi conduzido pelo BrC (Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central) e também inclui Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Rondônia.
A licitação prevê medicamentos para o tratamento dos sintomas de dengue, chikungunya, Zika e febre do Oropouche, além de testes rápidos para diagnóstico das três primeiras doenças.
Os extratos, porém, apresentam apenas os números dos itens vencidos por cada empresa, sem informar quais medicamentos foram registrados nem a quantidade reservada especificamente para Mato Grosso do Sul.
As atas têm validade de 12 meses e funcionam como uma tabela de preços previamente licitada.
Isso significa que os governos participantes poderão contratar os produtos conforme a necessidade, sem que a publicação represente uma compra imediata ou obrigue o desembolso integral dos quase R$ 4,9 milhões.
A maior ata, de R$ 1,73 milhão, foi firmada com a Halex Istar Indústria Farmacêutica.
Na sequência aparecem a Prati, Donaduzzi & Cia, com R$ 1,49 milhão, e a Bridge Comércio Internacional e Logística, com R$ 830,8 mil.
Também foram registrados valores de R$ 546,7 mil para a Ello Distribuição, R$ 267,7 mil para a Inovamed Hospitalar, R$ 13 mil para a Biosul Produtos Diagnósticos e R$ 4,2 mil para a Eco Diagnóstica.
A formalização ocorre antes dos meses de maior preocupação com o Aedes aegypti.
O calor e o aumento das chuvas favorecem o acúmulo de água parada e aceleram o ciclo de reprodução do mosquito, transmissor da dengue, da chikungunya e da Zika.
A febre do Oropouche também é uma arbovirose, mas sua transmissão ocorre principalmente pelo mosquito-pólvora, conhecido como maruim.
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