Ancelotti faz laboratório de promessas na seleção e tenta achar opções
Com uma convocação repleta de jovens jogadores - vários deles ainda longe da regularidade e da titularidade nos seus clubes - Carlo Ancelotti vai solidificando sua estratégia para esse começo de ciclo na seleção: avaliar jovens promessas de diferentes níveis e encontrar nomes que possam formar a base de um novo time pensando em 2030.
Nesse contexto, as performances e observações que poderão ser tiradas dos amistosos ganham mais importância do que o resultado. É um caminho justo e razoável para as primeiras datas Fifa.
Ancelotti também parece compreender o papel da seleção como um ponto de apoio e sustentação no desenvolvimento das suas maiores promessas, as grandes apostas de futuro.
A prova disso é a insistência nas convocações de Estêvão e Endrick, que têm tido muitas dificuldades na busca por espaço em Chelsea e Real Madrid. É fundamental para a seleção que ambos atuem e ganhem experiência até que encontrem alguma solução ou internamente ou recorrendo ao mercado de transferências.
Outros nomes de alto potencial mas que ainda não tem tanta minutagem no clube como Allan e Vitor Reis, ambos do City, também vão ser testados.
O italiano também dá a oportunidade de conquistar espaço na seleção a promessas que atuam com destaque no Campeonato Brasileiro e em centros de menor relevância na Europa.
Jonathan Jesus, do Cruzeiro, Morisco, do Coritiba, André, do Corinthians e Bontempo do Santos. Marlon Gomes e Alisson Santana do Shakhtar também ganham chance.
São muitos testes em um Brasil que não tem promessas indiscutiveis nem postulantes claros às vagas de protagonistas abaixo da geração de Vinicius Jr.
Os dois talentos apontados como geracionais, Endrick e Estêvão, vão tendo dificuldades grande no desenvolvimento das suas carreiras na elite Europeia.
Ancelotti está em busca de opções e sinais. Eles podem vir dos dois amistosos, dia 14 diante do Japão, um adversário um pouco mais qualificado, e dia 17 contra Singapura.
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