Enchente atinge casas em Araucária e moradores são levados para abrigo em ginásio após cheia do Rio Iguaçu
A enchente provocada pela cheia do Rio Iguaçu atingiu casas em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, e obrigou famílias a deixarem as residências nesta segunda-feira (26). Os moradores foram levados para um abrigo montado no Ginásio Municipal Ludovico Bylnoski. No fim da tarde, equipes do Corpo de Bombeiros retiraram famílias do bairro Campina da Barra e Passaúna.
Segundo informações apuradas pela Ric RECORD, a situação ocorre após o nível do Rio Iguaçu subir mais de quatro metros em um ponto da região. Com a elevação da água, as cavas próximas ao rio também foram atingidas e transbordaram, contribuindo para os alagamentos.
Segundo relatos de moradores, esta é a terceira enchente em pouco mais de um mês. A preocupação é que o volume de água continue aumentando, já que a previsão indica novas chuvas.
Dionei Lima, líder comunitário do bairro Campina da Barra e voluntário da Defesa Civil, acompanhou o trabalho de retirada dos moradores. Segundo ele, o Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar o resgate das famílias com o auxílio de um bote. Na sequência, a Prefeitura foi procurada para reabrir o abrigo e receber as pessoas que precisaram deixar as residências.
“De pronto a gente já solicitou novamente ali com a Prefeitura para estarem abrindo o abrigo novamente, para a gente trazer as famílias para cá e não ficarem ali numa situação de rua num momento caótico como esse que a gente passa” , explicou o voluntário à Ric RECORD.
De acordo com Dionei, aproximadamente 14 famílias estavam acolhidas no ginásio. O espaço conta com estrutura e alimentação para atender os moradores enquanto o nível da água não baixa.
“Tem aumentado porque o rio ainda continua se elevando. Então a tendência é que a partir de hoje à noite ele comece a recuar um pouco, comece a diminuir um pouco as águas, e a gente torce para que durante essa semana também não tenha chuva”
O voluntário explicou que a previsão era manter o abrigo disponível durante a semana, caso as condições climáticas continuassem provocando riscos às famílias.
Dionei também orientou que moradores que tenham familiares ou conhecidos em Araucária e Curitiba procurem esses locais para permanecer temporariamente. Já quem não tiver outro lugar para ficar poderá buscar acolhimento no ginásio.
“Em último caso, não têm onde ficar abrigado, o abrigo aqui está aberto para quem precisar nesse momento” , destacou.
Marisa Padilha, que acompanha famílias atingidas na região do Tropical, afirma que os alagamentos são recorrentes. Ela também relatou que a água chegou a outras residências próximas e impediu que moradores saíssem para trabalhar e levassem crianças à creche.
“Não para de subir, e vai subir mais. Vai subir mais porque tá previsto mais chuva e vai subir mais. E o que que vai ser deles?”
Marisa também criticou a falta de manutenção das ruas e pediu intervenções para conter os alagamentos na região.
Entre os moradores que precisaram deixar a residência está Maria Joana Lemes. Ela contou que a água já estava na altura da cintura quando conseguiu sair de casa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.