Reforma tributária pode mudar a competitividade de empresas do Simples Nacional
O Simples Nacional continuará existindo após a reforma tributária , mas as mudanças no IBS e na CBS podem criar uma nova preocupação para pequenos negócios.
A questão vai além de quanto cada empresa pagará em impostos e envolve uma relação que nem sempre esteve no centro das decisões tributárias: a relação com os próprios clientes .
Para uma empresa que vende para outras companhias, a forma como os novos tributos são recolhidos pode afetar os créditos aproveitados por quem compra.
Com isso, um fornecedor que hoje é escolhido principalmente por preço, qualidade ou condições comerciais pode passar a ser avaliado também pelo tratamento tributário da operação.
O impacto não será igual para todos os negócios.
Especialistas ouvidos pelo Olhar Digital apontam que empresas que vendem para outras companhias, especialmente revendedores, podem precisar considerar o efeito dos créditos na relação com os clientes.
A reforma tributária pode fazer com que decisões sobre impostos tenham impacto direto nas relações comerciais das empresas – Imagem: Mehaniq / Shutterstock Esta é a segunda reportagem de uma série do Olhar Digital sobre como empresários podem se preparar para a reforma tributária.
Nas próximas reportagens, vamos aprofundar outros impactos da mudança.
Leia também: Reforma tributária: o que pequenas empresas precisam fazer até 2027 Crédito tributário pode pesar na escolha do fornecedor A reforma cria uma nova dinâmica para os créditos de IBS e CBS.
Empresas submetidas ao regime regular poderão se apropriar de créditos nas aquisições.
Quando comprarem de uma empresa do Simples que não optou pelo regime regular para IBS e CBS, os compradores sujeitos ao regime regular poderão se apropriar de créditos correspondentes ao valor dos tributos devidos pelo fornecedor dentro do Simples, conforme as regras previstas na legislação.
É essa diferença que pode ganhar peso na relação entre fornecedores e clientes empresariais.
O contador José Homero Adabo , diretor financeiro do Sescon Campinas, usa o exemplo de um supermercado para explicar o potencial da mudança.
Segundo ele, o novo sistema amplia as possibilidades de aproveitamento de créditos pelo comprador e pode fazer com que a situação tributária do fornecedor entre na relação comercial.
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