Quem vai executar a reforma tributária?
A reforma tributária pode elevar o PIB brasileiro em 12% e os investimentos em 20,3% em 15 anos, no cenário conservador apresentado pelo Ministério da Fazenda com base em estudo de Domingues e Cardoso.
A dimensão dos ganhos ajuda a explicar a expectativa criada em torno do novo sistema.
Mas existe uma distância considerável entre aprovar uma reforma capaz de aumentar a produtividade e reorganizar milhares de empresas para que ela funcione.
Essa distância começou a ficar mais visível em 2026.
O ano foi definido como período de teste da CBS e do IBS, com alíquotas de 0,9% e 0,1%, respectivamente.
Desde 3 de agosto, o correto preenchimento desses tributos nos documentos fiscais passou a ser parte efetiva da adaptação das empresas ao novo sistema.
A transição não está mais apenas nos textos legais ou nas projeções econômicas.
Entrou na rotina das organizações.
Conheça o JOTA PRO Tributos, plataforma de monitoramento tributário para empresas e escritórios com decisões e movimentações do Carf, STJ e STF E os primeiros dados mostram que a dificuldade é justamente operacional.
Pesquisa da NTT DATA com mais de mil empresas em 20 estados identificou que 41% ainda consideram a transição entre os sistemas sua principal dúvida.
Mais revelador para essa discussão é que 27% apontam mudanças nos processos internos como principal risco e 18% citam dificuldades de integração entre sistemas e plataformas.
Outro levantamento ajuda a dimensionar o problema.
A V360, empresa especializada em automação de processos fiscais e pagamentos a fornecedores, analisou as notas fiscais eletrônicas processadas em sua plataforma e encontrou inconsistências em 66,2% delas capazes de dificultar o aproveitamento de créditos tributários no novo modelo.
O dado tem o recorte próprio da base da empresa e não pode ser generalizado para todas as notas fiscais emitidas no país, mas oferece uma indicação relevante sobre o volume de ajustes operacionais que a transição pode exigir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.