Lula e Flávio Bolsonaro tentam mobilizar eleitores em estados sem 2º turno para governador
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O presidente Lula ( PT ) e o senador Flávio Bolsonaro ( PL ) chegam a uma semana do segundo turno da eleição presidencial com o desafio de mobilizar seus apoiadores para não perderem votos em estados que já resolveram as disputas locais.
Sem a disputa para governador, a estrutura de campanha fica menos robusta. Isso ocorre nos três maiores colégios eleitorais do Brasil, São Paulo , Minas Gerais e Rio de Janeiro , onde a eleição local se encerrou em 4 de outubro. Todos deram vantagem a Flávio no primeiro turno.
Este ano, apenas seis unidades da federação terão segundo turno para definição dos governos estaduais.
A campanha de Flávio aposta nos governadores eleitos para arregimentar a base. A preocupação no PL, por exemplo, é que eleitores não bolsonaristas nesses locais não se sintam estimulados a sair de casa para votar somente em Flávio.
Outro motivo de atenção para a abstenção é que, segundo pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira (14), 43% dos eleitores que anularam, votaram em branco ou não foram às urnas declaram voto em Lula. Por outro lado, 38% declaram voto em Flávio Bolsonaro.
Uma ala da campanha de Flávio é menos alarmista. Ressalta que a eleição de 2022 foi a única do passado recente com queda de abstenção entre os turnos, indo de 20,9% para 20,5%.
Em 2018 e 2014, o movimento foi contrário: mais eleitores deixaram de votar no segundo turno.
Esse grupo acredita que Lula pode enfrentar dificuldade no Nordeste. O petista lidera na região, mas só no Rio Grande do Norte haverá segundo turno.
Após uma onda de otimismo entre aliados de Flávio devido à dianteira de 2,2 milhões de eleitores no primeiro turno, a mobilização pró-Lula, nas ruas e nas redes, acendeu um alerta nos bastidores do PL e com isso o contra-ataque se intensificou.
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Há ainda a aposta na realização de comícios na rua, em resposta aos atos a favor do petista que se espalharam pelo país. Para isso, Flávio se apoia nos chamados "bloquinhos", convocados por aliados, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Nessa frente, a ideia é dar protagonismo ao comício de domingo (18), na avenida Paulista, em que se pretende reunir senadores e governadores eleitos em todo o Brasil.
Um auxiliar do senador disse esperar que a perspectiva de poder influencie políticos eleitos a entrarem de cabeça na campanha presidencial. A demanda sobre os aliados eleitos também é feita nas redes, e aumentou com a criação do "Flaviômetro" pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.