Superquarta: Brasil corta juros, e EUA, sobem; entenda o que isso muda para seu bolso
Superquarta: Brasil deve cortar juros A chamada “Superquarta” desta semana teve uma particularidade: os dois principais bancos centrais envolvidos caminharam em sentidos opostos nos juros.
No Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75%.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, aumentou os juros depois de três anos, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As apostas de que o Fed elevaria os juros havia disparado a 92,5% nesta terça, segundo o FedWatch Tool, ferramenta que mede as expectativas dos investidores para as decisões do banco central americano. 🔎 Essa tendência ganhou força após discursos mais duros de dirigentes do Fed, entre eles o presidente Kevin Warsh, que havia sugerido que o banco central americano precisaria aumentar os juros para conter a inflação.
A alta do petróleo para mais de US$ 100 o barril, em meio ao conflito entre EUA e Irã, também reforçou essa expectativa.
O motivo é a inflação americana, que insiste em ficar acima do que o Fed considera confortável: 3,4% em 12 meses, longe da meta de 2%.
A atividade econômica, por sua vez, perdeu fôlego — cresceu 0,4% no segundo trimestre, ante os três meses anteriores.
No Brasil, os números são parecidos, mas o significado é outro.
A inflação em 12 meses está em 4,22%, ainda dentro da margem de tolerância da meta do BC, e a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre, uma desaceleração contra os 1,1% registrados nos três meses anteriores.
O que importa agora é saber se será o início de uma sequência de altas ou um movimento isolado.
A resposta ajuda a entender como as decisões dos BCs podem chegar ao bolso do brasileiro — pelo dólar, pelo crédito e por outros caminhos que o g1 explica a seguir.
Efeito não aparece na hora, mas vem depois A decisão do Fed pode chegar ao Brasil por diferentes caminhos, mas dois deles afetam mais diretamente o dia a dia: o dólar e o crédito.
Os efeitos, porém, não costumam aparecer de imediato.
Fernando Benavenuto, especialista em investimentos e sócio-fundador da Anvex Capital, explica que um deles é o câmbio — o mercado em que moedas são negociadas e que define, na prática, quanto custa comprar dólares em relação ao real.
“O efeito sobre a vida concreta do brasileiro é mais lento e vem por vias indiretas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.