Juros dos EUA sobem pela 1ª vez em três anos
O banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve, o Fed) aumentou seus juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16).
A alta da taxa básica para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano foi a primeira desde julho de 2023.
Não é de hoje que a autoridade monetária está temerosa com o ritmo dos preços na maior das economias.
Bastou Donald Trump reassumir a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, para ser abortado o ciclo de cortes então em curso.
Motivo? As incertezas de viés inflacionário geradas por seu plano de governo.
E ele, de fato, cumpriu posteriormente promessas como barreiras tarifárias, que encarecem produtos importados; e fechou as portas para imigrantes, diminuindo o número de trabalhadores disponíveis e acirrando, consequentemente, o ritmo dos salários.
Já neste ano, tivemos a escalada do petróleo sob ataques americanos no Oriente Médio.
Além disso, vão se agravando as perspectivas fiscais, deterioradas adicionalmente pelos gastos de guerra já feitos e aqueles, aparentemente, fadados a serem praticados até o fim de seu governo.
Assim sendo, nada dos cortes de juros desejados por Trump.
Sob esse pretexto, por sinal, foram vários os ataques verbais dele contra o ex-presidente do Fed, Jerome Powell.
Curiosamente, o escolhido de Trump para comandar o Fed, Kevin Warsh, assumiu em maio prometendo fazer de um tudo para colocar a inflação americana na meta de 2% ao ano - o que não acontece já faz cinco anos, alega o economista.
Dito e feito.
Diante de uma inflação rodando hoje nos 3,4% ao ano e prometendo subir mais, juros para cima.
Foi uma demonstração de independência em relação a Trump, cujas decisões de política econômica têm ido na direção contrária da pressão retórica por cortes de juros.
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