MP apura suspeita de negligência em caso de bebê de 8 meses morta após idas e vindas de hospitais de Campo Grande
A bebê Anna Laura Insarralde de Araujo, de 8 meses, morreu após passar por três unidades de saúde em Campo Grande Arquivo pessoal A 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública de Campo Grande, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), registrou uma Notícia de Fato para apurar possíveis falhas na assistência médico-hospitalar prestada à bebê Anna Laura Insarralde de Araújo, de 8 meses, que morreu após passar por três unidades de saúde da capital.
Segundo o MPMS, nesta fase inicial, foram solicitadas informações complementares ao representante da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul (AVEM/MS), Valdemar Moraes de Souza, responsável por encaminhar a notícia ao órgão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Também foram determinadas diligências junto à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), à Secretaria de Estado de Saúde (SES), à Fundação de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), ao Hospital do Câncer, ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) e à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Agora no g1 O Ministério Público informou que o procedimento tramita com acesso restrito e permanece em fase de análise preliminar.
Até o momento, não há conclusão sobre a existência de irregularidades ou eventual responsabilização dos envolvidos.
Em nota, o Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA) informou que recebe pacientes pelo Sistema de Regulação.
A instituição explicou que a bebê foi internada em 10 de outubro, às 15h05, na ala de pediatria clínica não oncológica, criada em parceria com a prefeitura para ampliar as vagas infantis.
Segundo a unidade de saúde, a equipe prestou todos os atendimentos necessários.
Diante da evolução do quadro, o hospital solicitou a transferência para o Hospital Regional às 17h20.
A mudança ocorreu por volta das 18h para que a paciente continuasse o tratamento em uma UTI pediátrica.
O HCAA esclareceu que tem 24 leitos clínicos infantis, mas não possui UTI pediátrica.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), mas não obteve retorno até o momento da publicação.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou, inicialmente, que não comentaria o caso, sob a justificativa de que “não fornece informações individualizadas sobre pacientes à imprensa ou a terceiros, ainda que de forma indireta”.
Depois, a pasta enviou uma nota na qual afirmou que todas as ações seguiram os protocolos vigentes, com o objetivo de garantir a assistência necessária, conforme a evolução clínica da paciente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.