Vorcaro pede a Fachin revogação ou substituição da prisão preventiva
O banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), ministro Edson Fachin, a revogação ou substituição da prisão preventiva.
Em documento protocolado nesta sexta-feira (18/9), os advogados de Vorcaro destacaram a necessidade de revisão de prisão a cada 90 dias e citaram precedente do STF no sentido de que, provocado pela defesa, o juízo tem o dever de reavaliar a necessidade da manutenção da custódia.
Também fizeram menção à indefinição sobre relatoria e futuro das investigações do caso Master.
A defesa do banqueiro afirmou que, desde a prisão decretada em março de 2026, Vorcaro “vem tentando cooperar com as investigações e com a Justiça por meio dos institutos previstos pela legislação processual penal”, mas “as oportunidades de se manifestar verbalmente foram escassas”.
Os advogados disseram que, quando foi determinada a prisão, também ficaram suspensas, por tempo indeterminado, as atividades das empresas de Vorcaro, que sofreu “bloqueio universal das contas pessoais e de pessoas jurídicas vinculadas”.
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O pedido é assinado por Sérgio Leonardo, Daniel Bialski, Engels Muniz e Thiago Machado.
A prisão cautelar considerou suposta participação de Vorcaro em “intimidação a terceiras pessoas”, citou R$ 2,2 bilhões localizados em conta bancária do pai, Henrique Vorcaro, além da capacidade financeira e de influência do próprio banqueiro.
Segundo os advogados, porém, esses motivos “não mais subsistem” atualmente.
Quando determinou a prisão preventiva de Vorcaro, em março, o ministro André Mendonça apontou para “risco concreto de interferência nas investigações”.
Além de Vorcaro, foram presos o cunhado dele, Fabiano Zettel, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que cometeu suicídio na prisão.
Àquela altura, a PF indicou a existência de “estrutura de vigilância e coerção privada, denominada ‘A Turma’, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro”.
Os advogados de Vorcaro afirmaram que as alegações são “impertinentes e não se prestam a justificar a prisão preventiva”.
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