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SP: Audiência de processo que pode expulsar tenente-coronel da PM é adiada

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SP: Audiência de processo que pode expulsar tenente-coronel da PM é adiada

A audiência prevista para ocorrer na segunda-feira (14) no Conselho de Justificação, que pode levar à expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 54, da Polícia Militar de São Paulo, foi adiada.

O PM é réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana , 32, baleada na cabeça em fevereiro , e fraude processual. Preso desde 18 de março , ele nega ter cometido os crimes e afirma que a companheira se suicidou.

Adiamento da audiência foi confirmado ao UOL pela defesa do tenente-coronel, Eugênio Malavasi. Segundo o defensor, o adiamento foi uma "iniciativa unilateral dos conselheiros".

Os detalhes da decisão não foram informados. A reportagem procurou a SSP-SP (Secretária de Segurança Pública de São Paulo) para saber detalhes, mas não obteve retorno. O texto será atualizado tão logo haja manifestação.

Audiência iria acontecer hoje, às 09h (horário de Brasília). O procedimento iria ser realizado na modalidade virtual e ouviria testemunhas militares selecionadas pela defesa do tenente-coronel, conforme publicação no DOE (Diário Oficial do Estado) em 4 de setembro.

No procedimento era prevista a presença do tenente-coronel, além das testemunhas. O advogado do PM também deveria comparecer.

O PM responde ao processo administrativo, chamado de Conselho de Justificação. O processo define a necessidade de perda de posto e de patente de um agente.

Futuro de Rosa Neto na corporação será definido por três coronéis no Conselho de Justificação. Os três coronéis vão definir se Rosa Neto perderá ou não a patente.

Os oficiais foram definidos pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo para julgar o tenente-coronel. Osvaldo Nico Gonçalves, chefe da pasta, destinou os coronéis Adalberto Gil Lima Mendonça, Carlos Alexandre Marques e Marisa de Oliveira para o Conselho. Os nomes constam em resolução publicada no Diário Oficial de São Paulo em 31 de março.

Adalberto Gil Lima Mendonça atua no Comando de Policiamento de Área Metropolitana 7 (CPA/M-7). Este comando é responsável pelo policiamento em Guarulhos, na Grande São Paulo, e região. Já Carlos Alexandre Marques trabalha no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), enquanto Marisa de Oliveira é do CPA/M-7, com atuação na região leste da capital paulista.

Um oficial suplente também foi escolhido para assumir a função em caso de afastamento de um dos titulares. O coronel escolhido é Leandro Garcia Souza, do CPA/M-3, que cobre a área norte da capital.

Decisão dos coronéis será levada à Justiça Militar. No TJMSP (Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo), será acatada ou não as penas descritas pelo colegiado da corporação, que podem culminar na expulsão de Rosa Neto.

Gisele foi atingida por um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido no Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro . Ela foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital das Clínicas, na região central da capital. A morte dela foi constatada às 12h04 do mesmo dia.

Em depoimento, Geraldo afirmou que, no dia dos fatos, se dirigiu ao quarto de Gisele por volta das 7h para dizer que queria se separar.

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