Lobista diz que Lulinha “só entra em campo quando precisa”
A lobista Roberta Luchsinger afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, “só entra em campo quando precisa” e precisa “ se preservar ” em negociações com o governo federal.
A declaração consta de mensagens obtidas pela Polícia Federal, que investiga a atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em negócios privados com integrantes da administração pública.
As informações são da revista VEJA , que teve acesso à íntegra do inquérito.
Segundo a publicação, Lulinha, Roberta e Fernando Bittar, antigo sócio e amigo do filho do presidente, formam um grupo voltado à intermediação de interesses privados junto ao governo.
Em uma das mensagens analisadas pela PF, Roberta escreveu: “Fábio não faz nada.
Ele só entra em campo quando precisa.
Tem que se preservar” .
Segundo a investigação, apesar de aparecer menos nas tratativas, Lulinha tem papel relevante no grupo.
CANABIDIOL Um dos eixos centrais do esquema era a regulamentação e a comercialização de medicamentos à base de canabidiol.
O Careca do INSS articulava um negócio superior a R$ 1 bilhão junto ao Ministério da Saúde; pretendia 1º destravar a regulamentação para produção e venda desses remédios e, em seguida, convencer a pasta a contratar uma empresa sua para fornecê-los.
Segundo a reportagem, para viabilizar o acesso ao ministério, Marcola marcou uma reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta.
O encontro só foi realizado depois de interferência direta de Lulinha.
Em paralelo às tratativas sobre canabidiol, Roberta passou a pagar despesas pessoais de Marcola.
Entre fevereiro e novembro de 2024, foram R$ 217.098 em faturas de cartão de crédito, boletos de apólice de seguro, financiamento de veículo, um par de brincos e um pingente de diamantes com que o então chefe de gabinete presenteou a mulher.
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