Grêmio faz intercâmbio na base com jovens do Haiti: "Futebol do Brasil nos anos 1970"
Pedro Araújo fala sobre os atletas haitianos que chegaram à base do Grêmio Culturas separadas por cerca de seis mil quilômetros se misturaram no CT da base do Grêmio durante 15 dias.
Entre o fim de setembro e o início de outubro, o clube gaúcho recebeu 12 jovens do Haiti em um intercâmbio que promoveu não só aprendizado sobre futebol, mas vivências em uma realidade social desconhecida para os jogadores do país caribenho. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Felipe Melo analisa fase de grupos do Haiti: "Copa digna" + Alô, torcida tricolor! O ge Grêmio está no WhatsApp! O intercâmbio ocorreu dentro da parceria do Grêmio com a Fundação Matana, formalizada em julho deste ano e que deu os primeiros passos ainda em 2025.
A entidade oferece assistência social à população em vulnerabilidade e é parceira do Ministério da Juventude, dos Esportes e da Ação Cívica da República do Haiti.
Em dezembro, uma comitiva das categorias de base do Grêmio esteve no local para reuniões técnicas com o governo local e observação de jogadores.
Em visitas a cidades como Porto Príncipe e Cabo Haitiano, foi realizada uma seleção com cerca de 400 jogadores, a partir dos quais uma dúzia, entre 15 e 17 anos, acabou escolhida para um período de treinamentos e jogos no Centro de Formação e Treinamento Hélio Dourado, em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. – Chegando lá, nos encantamos com tudo que vimos.
São meninos carentes, que não tem televisão, Playstation, não ficam o dia inteiro na telinha.
Eles jogam futebol o tempo inteiro, de quando acordam até a hora de dormir.
Na maioria das vezes, não tem uma condição básica, de alimentação adequada.
Nós até agora não encontramos explicação para responder a pergunta de onde vem tanta força, tanta imposição física.
O Haiti não tem escolas de futebol como aqui no Brasil, que a cada esquina tem uma.
Como que um haitiano de 9 ou 10 anos consegue trabalhar com as duas pernas, se ele nunca teve orientação para isso? – questiona Paulo Araújo, coordenador de captação do Grêmio.
Doze haitianos entre 15 e 17 anos treinaram por 15 dias na base do Grêmio Angelo Pieretti / Grêmio Araújo descreve o que viu no Haiti como o futebol praticado no Brasil nos anos 1970 e 1980, quando o drible e a alegria imperavam nos campos.
O profissional diz ter encontrado uma geração apaixonada pelo futebol, mesmo sem a estrutura ideal para praticar o esporte.
Com as ruas e as garrafas pets, eles por vezes fazem suas arenas e bolas. – Tem alguns estádios no país, mas, em geral, é na rua.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ge.globo.com — o conteúdo pertence a ge.