Fabi chora ao lembrar defesa com pé e diz que ser líbero é exercício de humildade: "Não faz um ponto"
Fabi lembra defesa com pé, ausência da Rio 2016 e derrota mais dura “Vivi muito mais do que imaginei”.
Com essa frase, Fabiana Alvim de Oliveira, a Fabi, resume uma trajetória marcada pela sucessão de acontecimentos improváveis.
Ainda criança, se apaixonou pelo vôlei no condomínio em que morava, em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Para jogar, superou a desconfiança dos pais e o domínio territorial dos meninos, que comandavam a quadra de esportes.
Mesmo com 1,66m, brilhou como ponteira e central nas categorias de base do Flamengo.
E, quando a baixa estatura ameaçou encerrar a carreira de atleta, conseguiu se profissionalizar graças ao surgimento de uma nova posição.
É verdade que, inicialmente, Fabi descartou a ideia de ser líbero.
Não via graça em jogar sem pontuar, atacar, bloquear ou sacar.
Mas acabou convencida por um técnico da base e mudou de posição.
A escolha fez com que a carioca construísse uma história de sucesso, mesmo sem defender um único clube de fora do estado do Rio de Janeiro.
Conquistou dois ouros em Olimpíadas e, neste sábado (17), aos 46 anos, será oficialmente introduzida ao Hall da Fama do vôlei. – A beleza do líbero está no altruísmo.
É uma posição que foi feita para servir ao time.
O meu olhar para a vida, para o mundo, para as pessoas, quando eu penso na Fabiana mulher....
Metade da minha vida foi vivida por meio desse sentimento de servir.
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