Entre tecnologia e centralização: o que os candidatos prometem para Saúde e Segurança na região fronteira em MS
O que os candidatos prometem para Saúde e Segurança na região fronteira em MS Mato Grosso do Sul tem sete municípios que fazem fronteira internacional com Paraguai e Bolívia, e são considerados como "cidades-gêmeas" por portaria do governo federal e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além destes municípios, outros são permeáveis pela região fronteiriça. 🔎Cidades gêmeas são municípios de países diferentes que ficam próximos à linha internacional e mantêm uma relação de forte integração, com circulação diária de moradores, comércio, serviços e atividades econômicas entre os dois lados.
Entre as características específicas desses locais estão o fato de serem cidades cortadas por linha de fronteira seca ou fluvial, articuladas ou não por pontes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsAp Conforme a portaria, publicada há uma década, as cidades-gêmeas podem apresentar problemas característicos desses locais, como saúde e segurança, com mais "densidade e "efeitos sobre o desenvolvimento regional e a cidadania".
Estes municípios estão entre as principais preocupações apresentadas nas propostas de governo dos candidatos em Mato Grosso do Sul que disputarão as Eleições de 2026, por enfrentarem questões como pressão nos serviços públicos de saúde e predomínio da atuação de facções criminosas.
O g1 analisou os planos de cada candidato para verificar as propostas para a saúde e segurança nas regiões de fronteira com o Paraguai e Bolívia, em Mato Grosso do Sul.
Veja abaixo quais são as cidades-gêmeas do estado, conforme portaria do governo federal e dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Bela Vista: vizinha de Bella Vista do Norte, Paraguai; Coronel Sapucaia: separada por uma rua de Capitán Bado, Paraguai; Corumbá: vizinha de Puerto Quijarro, Bolívia; Mundo Novo: vizinha de Salto Guará, Paraguai; Paranhos: vizinha de Ypejhú, Paraguai; Ponta Porã: vizinha de Pedro Juan Caballero, Paraguai; Porto Murtinho: ligação fluvial com Carmelo Peralta, Paraguai.
Cenário da saúde na fronteira Na fronteira com o Paraguai, um dos principais equipamentos de saúde é o Hospital Regional de Ponta Porã.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a unidade registrou cerca de 140 mil atendimentos em 2025, sendo 61.268 atendimentos de urgência e emergência, além de 4.324 cirurgias e 1.525 partos.
O hospital atende pacientes de toda a região sul do estado e funciona como referência para municípios da faixa de fronteira.
Dados divulgados anteriormente pela SES indicam que o Hospital Regional Dr.
José de Simone Netto possui 121 leitos hospitalares, incluindo 10 leitos de UTI, atendendo uma população superior a 200 mil habitantes de municípios da região fronteiriça.
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