Janja: mulheres foram decisivas para eleger Lula em 2022 e vamos decidir de novo
No ato de lançamento da campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva enalteceu o peso do voto feminino na campanha à reeleição de Lula. Ao defender a participação feminina na política, Janja afirmou que as mulheres são "guardiãs da democracia brasileira" e atribuiu a elas papel central na eleição de 2022.
"Fomos nós, em 2022, a força decisiva para eleger o presidente Lula e seremos nós, mulheres, mais uma vez essa força fundamental para decidir o futuro do nosso Brasil", declarou no ato realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste. Janja fez ainda uma analogia com a roda de samba sobre a importância da união para construir "os avanços que o Brasil precisa". "Ninguém faz uma roda de samba sozinho". Ao abordar o tema da segurança pública, enfatizou que o que o governo federal trabalha para ampliar a integração entre União, Estados e municípios no combate ao crime organizado.
"Lula e o governador Eduardo Paes, porque já é governador, sabem da responsabilidade que temos com a segurança pública. O presidente Lula apresentou um projeto de emenda constitucional para que o governo federal possa, efetivamente, transformar a vida nas comunidades, ampliando a integração entre união, estados e municípios no combate ao crime organizado", defendeu.
Janja disse que o Estado é "terra de mulheres fortes e inspiradoras" e citou nomes como Benedita da Silva, Elza Soares e Marielle Franco como símbolos de resistência, enfrentamento ao racismo, ao machismo e à violência política de gênero. A primeira-dama destacou que Elza transformou a própria voz em "grito de resistência" e lembrou Marielle como "cria da Maré" que converteu sua trajetória em luta por direitos e justiça social. Segundo ela, mesmo após o assassinato da vereadora, Marielle segue inspirando "milhões de mulheres, jovens e meninas".
A primeira-dama também exaltou o papel das mulheres na vida cotidiana e na construção da cidade. "Terra de mulheres que trabalham, escutam, criam seus filhos, seus netos, constroem suas comunidades, fazem arte, cultura, ciência, fazem política e fazem o Rio de Janeiro", disse.
Ela defendeu um país "onde meninas possam crescer livres, sem medo e com oportunidades", com enfrentamento ao feminicídio e a todas as formas de violência contra mulheres. "Queremos nossos meninos e meninas na escola, praticando esporte, fazendo cultura, aprendendo uma profissão, sonhando com um futuro digno - e não sendo atraídos pelo crime", afirmou.
Na agenda de políticas públicas, a primeira-dama citou medidas para conciliar trabalho e cuidados familiares, além de ações de saúde voltadas às mulheres "em todas as fases da vida". Também defendeu a ampliação de escolas em tempo integral, argumentando que o modelo aumenta oportunidades para crianças e dá condições para que mães possam trabalhar e estudar.
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