‘Silent Hill: Townfall’ transforma nostalgia em pesadelo realista
Quem é fã de jogos de terror está muito bem servido nos últimos tempos e Silent Hill: Townfall é mais um prato delicioso neste enorme banquete.
Imersivo e de visual caprichado, o jogo dá sequência ao ótimo momento vivido pela série da Konami , que amargou mais de uma década de completo silêncio e viu isso mudar de forma drástica e positiva em anos recentes.
Townfall é um jogo mais experimental dentro da franquia, criado pelo pequeno estúdio Screen Burn , um time de cerca de 30 pessoas, que deixa de lado alguns conceitos e elementos tradicionais para se permitir assustar de forma diferente – e dá muito certo! Também é uma experiência mais limitada do que outros títulos na série, ele segue a filosofia do ‘menos é mais’ e entrega excelência no tanto que se propõe.
A narrativa acontece em 1996 e é conduzida por Simon Ordell, um homem sem memória que tem conexão com o passado da cidade de St.
Amelia e volta a ela para esclarecer tudo.
O lugar é uma remota ilha fictícia na Escócia, um reduto de pescadores que enfrenta desafios crescentes pela industrialização da região e também uma misteriosa praga afetando os habitantes.
Continua após a publicidade A trama segue de forma lenta, crescendo devagar e sempre, revelando aos poucos partes do quebra-cabeça e mostrando diferentes perspectivas.
Como manda a tradição da grife, é uma história densa e pesada, que lida de forma impactante com temas sensíveis e aqui em Townfall inova ao estender isso para toda uma comunidade, enquanto títulos anteriores eram mais jornadas individuais.
O pilar central do game é o visual absurdamente fotorrealista.
Logo nos primeiros momentos as imagens se impõem e te absorvem para a narrativa.
A sensação de imersão é reforçada por ser um jogo com visão em primeira pessoa, algo pouco comum na série Silent Hill .
Aí brilha demais o talento técnico do time da Screen Burn, que apresenta uma recriação absolutamente crível da Europa do meio dos anos 90, com cuidado extremo nos ambientes urbanos e cenários internos residenciais, como salas e cozinhas de casas e apartamentos.
Continua após a publicidade Visual fotorrealista e tecnologia dos anos 90 são pontos marcantes de Townfall Konami/Divulgação As texturas são cristalinas e os efeitos de chuva e neblina passam uma sensação de frio e umidade, que culminam em uma sensação de estar sonhando mesmo acordado, quase um delírio.
É um videogame, é virtual, mas tudo parece tão real que um olhar desavisado pode pensar se tratar até de um documentário ou série de TV.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.