A opinião de Augusto Cury sobre impeachment de ministros do STF
O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem sofrer impeachment caso fique comprovado que cometeram corrupção.
Em sabatina no Veja em Foco , conduzida por Marcela Rahal, com participação do colunista de Radar, Robson Bonin, e do editor de Política de VEJA, José Benedito da Silva, Cury também criticou o protagonismo que atribui à Corte e defendeu mudanças nas regras para escolha e permanência dos ministros. (este texto é um resumo do vídeo acima) Em que situação Cury defende o impeachment de um ministro? Questionado sobre a crise no STF e sobre se defenderia o impeachment de ministros, Cury condicionou a medida à comprovação de irregularidades.
“Se se corrompeu e provou, tem de ser impichado mesmo”, afirmou.
Na sequência, disse que qualquer ministro do Supremo deve prestar contas à sociedade: “Qualquer ministro do Supremo é um empregado da sociedade, é um funcionário de carreira e tem um patrão.
Esse patrão se chama contribuinte”.
O raio-x dos ministros do STF Por que Cury critica o protagonismo do Supremo? Para o candidato, o STF passou a ocupar um espaço excessivo no debate político brasileiro.
“Eu acho vergonhoso o STF ganhar tanto protagonismo”, afirmou.
Continua após a publicidade Cury disse que, em sua avaliação, o país deveria concentrar esforços em problemas como a falta de regularização de imóveis, a situação das comunidades e a educação, em vez de manter o debate político concentrado na atuação dos ministros da Corte.
“Eles não são deuses”, declarou.
Para ele, a discussão sobre o Supremo representa uma perda de foco diante de outras questões que considera prioritárias para o país.
O que Cury propõe para o tempo de permanência dos ministros? Cury afirmou que, se eleito, pretende “provocar o Congresso” para alterar a Constituição e acabar com a vitaliciedade dos ministros do STF.
Continua após a publicidade A proposta apresentada na entrevista é estabelecer mandatos de oito anos para os ministros, sem possibilidade de recondução.
“Para mim, está muito claro: número um, vou provocar o Congresso, fazer um pacto nacional e provocar o Congresso para mudarmos a Constituição.
Fim da vitaliciedade”, afirmou.
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