Homem ofendido por ser careca abandona emprego e Justiça condena empresa
Um operador de telemarketing conseguiu reverter uma demissão por justa causa na Justiça do Trabalho, após não comparecer ao serviço devido a episódios de discriminação aos quais era submetido.
Ele tem alopecia – perda parcial ou total de cabelo – e era alvo de constantes apelidos que o ridicularizavam.
O funcionário foi demitido sob a alegação de abandono de emprego.
Ele deixou de ir trabalhar na Konecta Brasil, empresa da Telefônica, desde 4 de julho do ano passado.
Entre os apelidos atribuídos a ele, estavam “Gargamel”, “João de Deus” e “aberração da natureza”.
O operador de telemarketing afirmou, também, ter sido questionado sobre a própria sexualidade.
Uma testemunha confirmou a veracidade das afirmações.
À Justiça, a empresa de comunicação negou as acusações e afirmou que o funcionário não havia recorrido aos canais oficiais de denúncia e que as provas apresentadas no processo eram unilaterais.
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Para a magistrada, a tolerância da empresa diante da conduta dos colegas caracteriza assédio moral.
“O empregador tem o dever de zelar por um meio ambiente de trabalho hígido e respeitoso, o que inclui a proteção contra atos de violência psicológica praticados por seus prepostos ou por outros empregados”, afirmou.
Schvarcz condenou a Konecta a pagar R$ 15 mil por danos morais , além do salário devido até a data da dispensa e demais verbas rescisórias.
A Telefônica Brasil também foi responsabilizada de forma subsidiária.
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