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Política

Mendonça recua e abre novos sigilos do caso Banco Master

Revista Fórum ·
Mendonça recua e abre novos sigilos do caso Banco Master

Pressionado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça recuou na noite desta sexta-feira (11) e liberou o sigilo de dezenas de documentos do escândalo do Banco Master que ainda mantinha trancados a sete chaves.

Mendonça liberou o sigilo dos 18 processos apontados pela PGR e abriu os dados de outros 21 procedimentos conexos.

A manobra inicial de entregar os dados a conta-gotas gerou reações na Corte e na Procuradoria-Geral da República.

A PGR foi a primeira a contestar o relator em um ofício direcionado ao presidente do STF, Edson Fachin, assinado pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho, no qual pontuou que a liberação parcial dos autos criava uma “ideia equivocada de transparência”.

Já o ministro Alexandre de Moraes denunciou a retirada “seletiva” do sigilo e sustentou aos demais magistrados que 180 documentos e arquivos digitais haviam sido deliberadamente excluídos do pacote entregue aos gabinetes.

Para Moraes, a ocultação desse material sabotava a análise completa dos fatos.

Zanin seguiu a mesma linha e exigiu acesso imediato a uma mídia específica, considerada essencial para o julgamento da próxima semana.

Leia também: Datafolha: Benedita segue na liderança isolada na disputa pelo Senado no RJ Nova pesquisa Datafolha mostra cenário inalterado na disputa presidencial Sigilo dos arquivos A liberação inicial por parte de Mendonça poupava frentes extremamente sensíveis da investigação da Polícia Federal.

Entre os arquivos ocultados estavam apurações sobre o financiamento do filme Dark Horse , uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Moraes também exigiu que o plenário julgue em conjunto duas petições cruciais.

A primeira trata de supostas mensagens entre ele e Vorcaro e a segunda reúne os relatórios sobre a atuação isolada de Mendonça no caso.

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