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Mulher descobre golpe do companheiro, cobra dinheiro e é morta e queimada no ES

UOL Notícias ·
Mulher descobre golpe do companheiro, cobra dinheiro e é morta e queimada no ES

A Polícia Civil divulgou nesta quarta-feira (2) novos detalhes sobre a morte de Maria Aparecida da Silva, de 60 anos, encontrada com parte do corpo carbonizada em um loteamento de Piúma, no Sul do Espírito Santo . Segundo as investigações, ela teria sido morta pelo companheiro após descobrir que estava sendo vítima de um golpe financeiro. As informações são do g1.

O homem, que não teve a identidade divulgada, foi detido na noite de segunda-feira (31). De acordo com a polícia, ele mantinha um relacionamento presencial com Maria Aparecida, conhecida como Cida, havia cerca de dois meses e confessou a autoria do feminicídio durante depoimento acompanhado por um advogado.

A investigação aponta ainda que, depois do crime, o suspeito se apropriou do celular da vítima, pediu ao próprio filho que formatasse o aparelho e chegou a oferecê-lo como presente para a filha de uma mulher com quem mantinha uma relação paralela.

Além do telefone, uma motocicleta registrada em nome de Cida e o carro dela foram encontrados na residência do investigado.

Segundo as investigações, Cida conheceu o suspeito pela internet em abril. O relacionamento virtual posteriormente evoluiu para encontros presenciais e, havia cerca de dois meses, os dois mantinham uma relação conjugal.

Familiares relataram à polícia que o homem se apresentava como um fazendeiro bem-sucedido e prometia se casar com a vítima. Ele dizia possuir uma fazenda em Leopoldina, em Minas Gerais, onde alegava inclusive manter barras de ouro.

Ainda de acordo com os relatos da família, o suspeito passou a pedir dinheiro a Cida sob a justificativa de comprar gado e mobiliar a residência onde os dois viveriam.

A vítima teria feito empréstimos com parentes e amigos para entregar os valores ao companheiro. Familiares estimam que o prejuízo possa ter chegado a R$ 250 mil, mas a quantia ainda não foi confirmada pela investigação.

Segundo o delegado titular de Piúma, Rodrigo Toscano, instituições financeiras estão sendo acionadas para que a polícia consiga determinar o valor total movimentado.

"Aparentemente, ele agia como estelionatário, colocando bens da vítima no nome dele ou se apropriando de bens, vendendo uma influência de que era uma pessoa que tinha fazenda, fazia comércio de gado, coisas nesse sentido", afirmou.

A principal linha de investigação é de que Cida percebeu que estava sendo lesada financeiramente e passou a cobrar do companheiro a devolução de seus bens. Segundo a polícia, o confronto teria motivado o feminicídio.

O comportamento do suspeito após a morte também é investigado pela Polícia Civil.

Segundo o delegado, o celular encontrado com o homem já pertencia a Cida antes do crime. Após o feminicídio, o investigado teria pedido ao próprio filho que apagasse os dados do aparelho.

"O celular já era previamente dela. Ele pediu pro filho dele formatar esse aparelho, tirou uma foto desse aparelho e ofereceu de presente pra filha da amante", relatou Toscano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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