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Os bolsonaristas estão inconsoláveis com a derrota nas eleições e prometem continuar lutando para reverter o resultado

Jovem Pan ·
Os bolsonaristas estão inconsoláveis com a derrota nas eleições e prometem continuar lutando para reverter o resultado

Mais uma vez, a eleição dividiu os brasileiros quase pela metade. Lula teve 51,78% dos votos válidos, e Flávio Bolsonaro, 48,22%. O candidato derrotado disse em seu pronunciamento que não vai aceitar o resultado das urnas porque houve mudança nas regras eleitorais no final da votação.

Alegou que o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), ex-advogado de Lula, ao prorrogar o horário de fechamento das urnas, invadiu as atribuições do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), órgão responsável pelas questões eleitorais.

Disse Flávio: “O ministro Zanin atropelou a Justiça especializada prorrogando as eleições por duas horas. Houve uma quebra total de isonomia entre brasileiros de diversos estados. Tem muita coisa que precisa ser feita antes de reconhecer esta sacanagem que ocorreu agora”.

“É inexplicável o que aconteceu. Nas palavras de alguns ministros, as eleições deveriam ser anuladas. Nós vamos usar o nosso direito, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo seja mudada no meio do jogo, mais uma vez pelos amigos do Lula”.

O resultado foi acatado por Edson Fachin, presidente do STF; Nunes Marques, presidente do TSE; Davi Alcolumbre, presidente do Senado; e Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados (os dois últimos apoiaram a reeleição de Lula). Com o peso desse aval, será difícil o candidato derrotado atingir seus objetivos.

A opinião dos comentaristas políticos está dividida. Alguns julgam que Flávio tem razão em reclamar, já que houve mesmo uma distorção nas regras estabelecidas para esse pleito, enquanto outros dizem que ele tem o direito de discordar, mas que deveria aceitar o resultado das urnas. Vale lembrar que a própria campanha de Flávio havia pedido ao TSE a prorrogação do horário de votação em alguns estados, por causa da chuva.

A discussão ganhou repercussão internacional. Martin De Luca, advogado de Trump, criticou na rede social X a iniciativa de Zanin. Em sua publicação, falou em “manipulação descarada”. Suas palavras foram contundentes:

“Em vez de esperar por uma decisão do TSE, Lula imediatamente pediu ao ministro do STF, Cristiano Zanin, que ordenasse a manutenção das urnas abertas sem qualquer decisão do TSE. Em minutos, as urnas foram ordenadas a permanecerem abertas por Zanin”.

De Luca fez ainda uma espécie de advertência: “Se essa manipulação descarada das eleições for usada para anunciar que Lula venceu, Lula realmente espera que alguém na comunidade internacional reconheça isso como eleição livre e justa? Ele sabe que ninguém vai”.

E, para apimentar ainda mais sua mensagem, comparou Lula ao ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro: “O desespero chegou a tal ponto que hoje é o dia em que a máscara cai completamente e Lula se torna o próximo Nicolás Maduro? Pelo bem do Brasil, rezo para que não seja o caso”.

O advogado, provavelmente, não seria irresponsável a ponto de fazer esse tipo de declaração sem o conhecimento de Donald Trump. Reforça essa hipótese o fato de a postagem ter sido compartilhada por Donald Trump Jr., filho do presidente americano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.

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